Economia

Foto: Jorge Valeriano Caminhões continuam parados em postos às margens das rodovias Caminhões continuam parados em postos às margens das rodovias

A greve dos caminhoneiros entrou em seu quarto dia e muitos postos de combustíveis em Palmas e algumas cidades do interior já registram falta nos estoques. Isso porque os caminhões que transportam o produto não estão chegando até às cidades, provocando desabastecimento. A situação ocasionou uma corrida aos postos em todo o estado. Desde a tarde desta quarta-feira, 23, motoristas fazem fila para abastecer os veículos, com receio de que possa faltar combustível de vez nos postos.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não houve nenhuma alteração nos pontos de interdição nas rodovias federais que passam pelo Tocantins. Os motoristas continuam o bloqueio em Araguaína, Colinas do Tocantins, Fortaleza do Tabocão, Paraíso do Tocantins, Gurupi, Pedro Afonso, Alvorada e Nova Olinda.

A interdição nestes pontos é parcial. Ou seja, apenas veículos de transporte de carga são impedidos de trafegar. O trânsito permanece normal para os demais veículos.

Apesar da possibilidade de que, em breve, possa começar a faltar produtos no mercado, a greve dos caminhoneiros tem recebido apoio de entidades que representam o comércio e a indústria no Tocantins.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa), Fabiano do Vale, disse que apesar do clima de instabilidade que a situação cria no comércio, a entidade manifesta apoio à causa dos caminhoneiros, por entender que a luta pela diminuição da alta carga tributária no país é uma bandeira de todos. “Apesar de afetar o comércio eles estão com toda a razão. Nós parabenizamos os caminhoneiros por este ato.” Enfatizou.

O representante disse também que ainda não há números que demonstrem desabastecimento no comércio da capital em razão da greve.

A Associação Comercial e Industrial de Paraíso (Acip) também manifestou apoio aos caminhoneiros. Em nota divulgada à imprensa a Acig definiu a greve como uma “justa e nobre causa”. A associação repudiou ainda as frequentes altas no preço dos combustíveis e disse que esta política “onera toda a atividade econômica e promove a ineficiência e a perda de competitividade dos nossos produtos e serviços, aumentando em consequência o custo de vida para toda a população brasileira”.

A greve dos caminhoneiros também recebeu apoio nesta quinta-feira da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Em reunião na manhã desta quinta-feira, os sindicatos filiados decidiram apoiar o movimento. De acordo com o presidente da UGT no Tocantins, Célio Mascarenhas, "essa é a hora de dar apoio ao  movimento e de nos unirmos em prol de uma causa que está sendo abraçada pela sociedade brasileira", diz.