Economia

Foto: Divulgação As bandeiras tarifárias sinalizam, mês a mês, o custo de geração da energia elétrica que será cobrada dos consumidores As bandeiras tarifárias sinalizam, mês a mês, o custo de geração da energia elétrica que será cobrada dos consumidores

Com o final do período chuvoso e a chegada da estiagem é comum o aumento no consumo de energia elétrica. Aliado a isto, desde o dia 25 de maio a bandeira vermelha (patamar 2) na cobrança das faturas da energia elétrica está valendo e seguirá até o dia 29 de junho, conforme o calendário divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aumentando o valor pago pelo consumidor na fatura.  

Umas das causas da variação de consumo nesta época de seca é o uso prolongado de aparelhos de refrigeração como ar condicionado, geladeiras, freezers e ventiladores, contribuindo com o aumento do consumo de energia. 

“O consumo de energia elétrica nem sempre é igual todos os meses, pois vários fatores podem interferir no perfil de consumo do cliente. Além do calor intenso, que força os equipamentos a consumirem mais energia, o cliente precisa ficar atento em possíveis problemas nas instalações internas, mudanças na rotina da família, como por exemplo, recebimento de visitas e/ou aquisição de novos equipamentos, fatores esses que podem ser determinantes para o aumento do consumo de energia na unidade consumidora”, pontua Mauro Inácio dos Santos, gerente de Serviços Comerciais da Energisa.

Para economizar, o cliente precisa ficar atento ao uso eficiente dos aparelhos elétricos, alterando hábitos de consumo. “Muitas vezes mudamos os hábitos e não percebemos. Por exemplo, se eu ligava o ar condicionado às 20h e com o calor intenso passo a liga-lo às 19h, passo a consumir 1h a mais todos os dias, impactando significativamente no valor da conta no final do mês”, alerta Mauro Inácio.

Mauro Inácio destaca ainda que, para acompanhar o consumo da conta de luz é importante que os clientes conheçam a composição da conta. Além do consumo, tem os encargos e tributos como: o Imposto sobre Circulação de Mercadorias Serviços (ICMS), pago ao Governo do Estado; o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição sobre Operações Financeiras (COFINS) e a Bandeiras Tarifária, pagos ao Governo Federal e a COSIP – Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública, pagos ao Governo Municipal. “Destaco ainda que, quanto maior o consumo, mais elevado será o valor dos impostos e encargos cobrados.”

Bandeira Tarifária

A bandeira tarifária determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), também é um fator importante na composição da conta, aplicadas para todos os consumidores. As bandeiras tarifárias sinalizam, mês a mês, o custo de geração da energia elétrica que será cobrada dos consumidores conforme abaixo:

Bandeira Verde:  Significa condições favoráveis de geração de energia.

Bandeira Amarela: Indica um sinal de atenção, pois os custos de geração estão aumentando. A tarifa sofre acréscimo de R$ 1,00 (um real) a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos.

Bandeira Vermelha: O adicional é de R$ 3,00 (patamar 1) e R$ 5,00 (patamar 2), aplicados a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos.