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Foto: Marcelo de Deus

Os órgãos integrantes da rede de proteção à mulher reuniram-se nesta sexta-feira, 29, para discutir execução de projeto proposto pelo Ministério Público Estadual (MPE) que visa desconstruir a cultura da violência doméstica e familiar a partir da conscientização dos agressores. Participaram representantes do Tribunal de Justiça (TJ), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Civil, Polícia Militar (PM), Secretaria Estadual da Cidadania e Justiça (Seciju), Secretaria de Saúde de Palmas e do próprio MPE.

A metodologia do projeto prevê realização de encontros quinzenais com agressores, conduzidos por equipe multidisciplinar, com o objetivo de reverter o comportamento agressivo e, com isso, evitar casos de reiteração, o que seria base para mudança de comportamento e de paradigmas das relações entre homem e mulher.

O MPE prevê que o projeto se inicie na cidade de Palmas, em caráter experimental. Durante a reunião decidiu-se pela formação de comissão que discutirá os detalhes para a implementação do projeto.

O projeto foi proposto pelo Núcleo Maria da Penha, órgão do Ministério Público que tem como atribuições atuar no atendimento e acompanhamento das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, promover a conscientização e o intercâmbio de informações, participar das políticas públicas da área, entre outras.

Coordenadora do Núcleo Maria da Penha, a promotora de justiça Jacqueline Orofino de Oliveira se disse otimista quanto ao projeto, por considerar que a mudança de mentalidade dos agressores é fundamental para a reversão do quadro de violência doméstica e familiar.