Polí­tica

Foto: Reprodução Youtube Rogério Freitas durante sessão da Câmara desta terça-feira, 7 Rogério Freitas durante sessão da Câmara desta terça-feira, 7

A sessão desta terça-feira, 7, da Câmara Municipal de Palmas foi a primeira sem o vereador José do Lago Folha Filho (PSD) à frente da Mesa Diretora após ser preso pela polícia civil na Operação Jogo Limpo. Folha se apresentou ontem, 6, à polícia após passar 3 dias foragido. Ele passou a noite em uma cela especial na Casa de Prisão Provisória de Palmas. Quem presidiu a sessão foi o vice-presidente, Leo Barbosa (SD).

Durante a sessão o vereador Rogério Freitas (MDB), que também foi preso na última sexta-feira, 3, e solto no domingo, 5, usou a tribuna para comentar a operação. Em tom agressivo Freitas bradou ao microfone que, apesar de ter sido preso, não tem nenhuma culpa no esquema de desvio de dinheiro da Fundação Municipal de Esportes (Fundesportes) e da Secretaria de Governo da Prefeitura de Palmas durante o governo de Carlos Amastha (PSB).

O vereador debochou da operação da Polícia Civil, “eu vi um videozinho rolando (...) filmando com drone, 40 delegados de polícia para cumprir um mandado de prisão preventiva para três vereadores”, criticou. Freitas reforçou que é inocente, “Tem sido noticiado parecendo que esta Casa é abrigo de marginais e malandros. Não é! O Rogério freitas não tem compromisso com o ilícito e nem com a ilegalidade. Acredito que nem denunciado serei”.

Aos gritos o vereador criticou até mesmo a imprensa que, na execução do papel de informar a população, tem noticiado detalhes da operação da polícia civil que levou à prisão dos vereadores. “Os veículos de comunicação precisam ter compromisso com a verdade. Os veículos de comunicação têm que saber separar o joio do trigo (...) não podem tentar este parlamento”, bradou Freitas como se fosse a imprensa a responsável pelas denúncias de corrupção que desmoralizam o legislativo municipal.

Freitas recebeu apoio dos vereadores Felipe Fernandes (PSDC) e Milton Neris (PP). Na opinião de Fernandes as denúncias não podem ser generalizadas “querer rotular 19 CPFs, 19 títulos eleitorais, 19 registros de candidatura, 19 pais de família, 19 cidadãos palmenses em uma investigação e querer nos criminalizar junto à população de Palmas é errado”, declarou. Já Milton Neris disse que a operação foi um grande espetáculo “homens com fuzil, homens quebrando porta da casa de um vereador que está em reforma, nem gente morando tem… eu vi um filme divulgado pela polícia civil que acredito que foi contratada uma produção para fazer”, disse o vereador.

Foragido

Com mandado de prisão preventiva em aberto e em viagem ao Chile o vereador Major Negreiros (PSB) é considerado foragido da justiça, e não participou da sessão. O vice-presidente da Mesa Diretora, Leo Barbosa leu um comunicado no qual dizia que a justificativa da ausência do vereador já havia sido apresentado no plenário no dia 1º de agosto.