Economia

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No Tocantins, como em todo Brasil, os revendedores de combustíveis são um elo importante na cadeia econômica regional. Juntos, os 400 postos presentes no Estado, sendo 53 deles somente em Palmas, geram mais de 4 mil empregos diretos. Além disso, os empreendimentos, que são um dos principais motivadores do setor de Serviços, impulsionam receitas nos 139 municípios através dos impostos recolhidos. 

No Tocantins, a alíquota do Imposto Sobre Circulação de mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o preço da gasolina e etanol é de 29% e sobre o diesel é de 18%. Entretanto, esse setor da economia vem sendo prejudicado pela crise econômica que o Brasil enfrenta.

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto-TO), Wilber Silvano de Sousa Filho, ressalta que em todo o país e em grande parte dos setores comerciais, a situação é muito difícil para os revendedores. Principalmente devido aos altíssimos impostos sobre os combustíveis que penalizam os empresários e por consequência a sociedade

“Às vezes é muito difícil os comerciantes conseguirem acompanhar a política da Petrobrás. Alguns nem conseguem sobreviver e acabam fechando os estabelecimentos. O empresário nem sempre consegue prever, dentro de sua contabilidade, o faturamento que irá ter dentro das perspectivas em que esse produto será comprado e depois revendido. E muitos estão fechando devido a esta crise econômica sem precedentes no Brasil”, acrescentou.

Desde julho de 2017, a estatal repassa diariamente a variação no preço global do barril para o preço do combustível no mercado interno. Só este até agora, gasolina e diesel acumulam alta nas bombas de 21,28% e de 18,15%, respectivamente.

A oscilação na política de preços da Petrobrás motivou a greve dos caminhoneiros em maio deste ano. O movimento, que durou mais de duas semanas e fez todo o país parar, teve o apoio dos donos de postos de todo Brasil. “Uma paralisação que sob nossa ótica foi legítima, pois a carga tributária cobrada em cima dos combustíveis é altamente excessiva. E para evitar um transtorno como esse para a sociedade, o que pedimos é a redução da carga tributária, que equivale a 55% do preço final dos combustíveis revendidos”, frisou o representante da categoria.

Para mudar esses percalços na economia, o presidente acredita que os donos de postos deveriam ter como incentivo regras claras, fiscalização justa e principalmente menos impostos. “Nosso setor é um dos grandes geradores de emprego no Tocantins e no país, além do mais, somos o principal arrecadador do ICMS no nosso Estado”, mencionou Wilber.  

Evento

Com o objetivo de estimular debates sobre o mercado atual dos postos de combustíveis, como discutir a atual situação econômica brasileira, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto-TO) e a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) realizam nos dias 16 e 17 de agosto, em Palmas, o XV Encontro dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniência da Região Norte.  

A expectativa da entidade é que aproximadamente 400 pessoas compareçam ao evento, que tem como público alvo os empresários, proprietários de postos de combustíveis de toda a região, diretores e gerentes de empresas ligadas ao setor, além de prestadores de serviços, autoridades e órgãos fiscalizadores.

Ao todo, os setes estados da região norte possuem 2.022 postos de combustíveis.

Os interessados em participar devem acessar o site do sindicato (clique aqui) e se inscrever até o primeiro dia do Encontro. O valor da inscrição é apenas 1 kg de alimento não perecível. As vagas são limitadas.