Opinião

Foto: Divulgação

Nesta semana o presidente Michel Temer voltou a se manifestar sobre a Reforma da Previdência, utilizando-se de uma clareza verbal que mais parece pouco caso com os direitos sociais, ele em outras palavras, disse que após as eleições vai suspender a intervenção federal no Rio de Janeiro para que o parlamento federal vote essa reforma. E que isso foi adiado por que boa parte dos deputados e senadores não queriam votá-la antes para não perderem votos nessas eleições, por se tratar essa matéria de tema totalmente antipático a toda a sociedade. 

Utilizada apenas como exemplo essa malfadada e desnecessária reforma joga luz sobre o cinismo com que a sociedade vem sendo tratada. Muitos outros projetos que afrontam os direitos sociais estão em gestação no Congresso Nacional. 

No pacote dessa engenharia política, está incluída a campanha que objetiva desmoralizar os servidores públicos colocando-os como responsáveis por todas as mazelas que levaram o país a essa situação difícil, apresentada nos dias de hoje. É como se esses trabalhadores fossem responsáveis pela corrupção praticada em escala ainda inimaginável, entende-se que até agora somente foi desvendada a ponta do iceberg. Essa mudança de direção no debate é proposital por parte desse grupo político que apoia o presidente. Lança-se uma grossa cortina de fumaça para que a sociedade não enxergue a verdadeira maldade que está sendo perpetrada contra ela. 

Todo esse caos só pode ser controlado pelo voto consciente. O que os eleitores podem fazer para afastar o manto escuro da má política é votar de forma inteligente. 

Deve-se entender que não existe separação, todos são trabalhadores, seja na iniciativa privada ou empreendedores ou no serviço público, por isso não nos permitamos ser jogados uns contra os outros. 

Nessa linha a Pública Central dos Servidores Públicos em todo o País desenvolve uma grande campanha para que os servidores públicos compareçam às urnas e votem com consciência para que anos de luta da classe trabalhadora não sejam aniquilados. 

É extremamente importante que o eleitor, e aí incluídos os servidores públicos das três esferas, não deem poder à políticos que se colocam contra os trabalhadores e a sociedade em geral, votando matérias que já retiraram direitos, atendendo às ordens do Governo Federal. E para os novos nomes que se apresentam, deve ser verificado se esses realmente têm interesse em apoiar a sociedade brasileira ou são apenas alguns novos enganadores. 

Precisamos eleger políticos, tanto em âmbito estadual como federal, que dão testemunho de uma luta verdadeira pelos trabalhadores e provaram com sua história de que lado estão. Ainda sobre os que se apresentam como nossos representantes, tenhamos um olhar cuidadoso para discernir, votar e apoiar candidatos verdadeiramente comprometidos com o bem-estar social e os direitos de todos os trabalhadores e não apenas queiram se locupletar no exercício de um mandato eletivo. 

Há uma onda de atentados levantados no Brasil contra a classe trabalhadora em geral e principalmente aos servidores públicos. Há candidato que nem disfarça sua tendência maquiavélica e manifesta sua intenção de retirar direitos. Precisamos fazer a nossa parte e votar de forma consciente. Não custa nos debruçarmos sobre as ideias e pensamentos dos candidatos amplificados pela boa mídia, buscar informações verdadeiras e, o mais importante de tudo: votar. Vamos valorizar a democracia. 

A Pública Central do Servidor realiza em âmbito nacional, nesta quinta-feira, 27, uma grande mobilização que vai desde matérias sobre o tema até manifestações na frente de TREs e em pontos importantes das capitais e do Distrito Federal. 

O comunicado oficial da entidade sobre a mobilização, traz ainda um apelo a toda a sociedade: “Votem pelos serviços públicos! Não abandonem as instituições públicas ao acaso e aos descaminhos de ocasião. Escolham candidatos com histórico de compromisso com a eficiência do Estado, do fortalecimento dos serviços públicos e da transparência”. 

O voto é nosso, a consciência também! 

*Carlos Campos – presidente no Estado do Tocantins da Pública Central do Servidor