Campo

Foto: Elcio Dias

Gestores e técnicos do setor de irrigação e drenagem e de gerenciamento de projetos de irrigação da Secretaria Estadual da Fazenda e planejamento realizaram no último sábado, 29 de setembro uma visita técnica ao projeto de fruticultura Manuel Alves, instalado entre os municípios de Dianópolis e Porto Alegre do Tocantins. Na oportunidade foi realizada uma reunião com irrigantes e com representantes do distrito para ouvir as demandas do projeto e definições a respeito dos cronogramas das obras civis e da aquisição e montagem de equipamentos. Serão investidos R$ 22 milhões em obras complementares à infraestrutura e aquisição de novos equipamentos de irrigação, além da publicação de processo licitatório para 31 novos lotes.

As obras tiveram início em setembro, entre elas estão as construções da sede do Centro de Administrativo, de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), que aproveitará a vazão excedente do reservatório do rio Manoel Alves, além da instalação dos equipamentos para que iniciem o preparo de solo para o plantio em 80 lotes.Entre as obras de reestruturação estão a da escada de peixes e do vertedouro do barramento, que irão gerar cerca de 40 empregos diretos e do recebimento da turbina geradora de energia, que podem gerar outros.

Na oportunidade foi feita uma vistoria às obras em execução no empreendimento das construções de 60 km de cerca de concreto no perímetro do projeto, e do centro administrativo do perímetro público de irrigação. O subsecretário de Planejamento e Orçamento, Sergislei Silva De Moura, que também esteve presente na reunião destacou que o objetivo é restabelecer as condições originais das infraestruturas de uso comum, além de implementar novas construções. “O que pretendemos é o projeto possa operar com a capacidade para o qual foi pensado, o que irá gerar desenvolvimento econômico e social para o sudeste do Tocantins”, observou.

Produtor de banana no local, há pelo menos dois anos, Eloi Pillati ressaltou que ganhos para os produtores serão significativos. “Com essas melhorias na infraestrutura, acredito que teremos condições de entregar um produto com qualidade ainda melhor ao mercado e o projeto deve ganhar um novo patamar no que diz respeito ao seu desenvolvimento”, pontuou.

“Eu percorria o dobro da distância para buscar banana, hoje consigo comprar um produto com maior durabilidade e uma excelente qualidade, consequentemente consigo reduzir custos, porque economizo no frete. Nossa expectativa é que agora as variedades de frutas possam aumentar” lembrou Hugo Teixeira, empresário que compra banana do projeto.

Manoel Alves

O projeto é um dos maiores de irrigação do Brasil, com uma área bruta de 8.348 mil hectares. Dividido em lotes variados, 199 para pequenos produtores e 14 lotes empresariais, que estão sendo explorados com fruticultura, por meio de métodos de gotejamento, microaspersão e aspersão convencional.