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Economia

Foto: Divulgação

O número de acidentes de trabalho caiu, durante os últimos anos, em todo o Brasil. De 2008 a 2017, a taxa de incidência no País passou de 22,98 para 13,74 acidentes a cada mil vínculos empregatícios, de acordo com a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda (SPrev).

No Tocantins, segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho de 2017 (AEAT), de 2016 para 2017, houve redução de 6%, quando os registros de acidentes de trabalho passaram de 1.525 para 1.434.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) mostra que 71,6% das indústrias estão dando prioridade à gestão de segurança e saúde dos trabalhadores e que 76,4% dos entrevistados acreditam que o nível de atenção da indústria brasileira com o tema deve aumentar nos próximos anos.

A distribuidora de energia Energisa faz parte deste grupo que se preocupa com a saúde e segurança do trabalhador. Por meio do Programa Viva Energia, a organização realiza campanhas de incentivo à saúde e oferece ginástica laboral três vezes na semana, além de acompanhar todas as ações internas.

Segundo o coordenador de Saúde e Segurança no Trabalho da Energisa, Delmindo Antônio Mendes, as medidas, adotadas em parceria com o Sesi de Tocantins, resultaram em um melhor clima organizacional e aumento da produtividade, como consequência da valorização do trabalhador e da redução do número de faltas por motivos de saúde.

“Os gestores, os empresários, enxergam as ações de saúde e segurança como um custo adicional para as empresas. Nós enxergamos isso como investimento. A gente diz sempre que produtividade está diretamente ligada à saúde do trabalhador. Quando bem disposto, sem dúvida nenhuma, executa suas atividades em um menor tempo e o máximo de qualidade e segurança”, afirma.

O supervisor de Segurança e Saúde no Trabalho do Serviço Social da Indústria de Tocantins (SESI-TO), Paulo Geovane da Silva, explica que a instituição oferece consultoria às indústrias do estado para ajudar as empresas a se adequarem às normas de saúde e segurança e a reduzirem custos. Isso porque além de interferir na produtividade da empresa, os acidentes de trabalho aumentam os gastos das organizações, que passam a pagar valores mais altos relativos ao Fator Acidentário de Prevenção (FAP), que aumenta a cada registro de acidente.

Por isso, o supervisor ressalta que ter uma boa gestão de saúde dentro das empresas é fundamental para que exista um ambiente saudável para o trabalhador e para que a empresa consiga manter bom desempenho. “As vantagens de a empresa investir em segurança e saúde no trabalho são muitas e vão muito além das portas e dos muros da empresa. Passa para a família e para a comunidade, passa para a sociedade”, destaca.

Propostas da Indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou e encaminhou aos candidatos à presidência uma série de propostas para a modernização previdenciária e da saúde e segurança do trabalhador. Entre as medidas está a inclusão de metas para fins de participação nos lucros e resultados das empresas.

Além disso, a CNI propõe a possibilidade do acesso à Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) por meio eletrônico, para que a empresa consiga acompanhar o processo do afastamento, mesmo quando não emitida por ela. A CAT é emitida para comunicar um acidente de trabalho ou uma doença ocupacional.

Permitir que o serviço médico da empresa participe da perícia médica do INSS, realizada quando o trabalhador precisa se afastar, e ter acesso ao laudo emitido, também faz parte das medidas propostas.