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Opinião

Foto: Divulgação

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O futuro sustentável do planeta, que todos almejamos, está intrinsecamente ligado à construção de estruturas sociais inclusivas. Acredito firmemente que essa é a melhor estratégia para alcançarmos o desenvolvimento sustentável: combatendo as barreiras sociais existentes em nossa sociedade. Somente quando superarmos as desigualdades e promovermos a inclusão, poderemos transformar nossa casa comum em um verdadeiro lar para toda a humanidade.

É inegável que a necessidade financeira, a miséria, bem como o consumismo desenfreado, são fatores impulsionadores da insustentabilidade ambiental. Enquanto alguns vivem em excesso, desperdiçando recursos preciosos, outros lutam para satisfazer suas necessidades básicas. Essas disparidades sociais criam um ciclo vicioso de degradação ambiental e exclusão social, que ameaçam a harmonia de nosso planeta.

Para alcançar um modelo de desenvolvimento verdadeiramente sustentável, devemos eliminar essas chagas estruturais que dividem nossa sociedade. Isso significa erradicar a pobreza, garantir acesso igualitário à educação, à saúde, ao saneamento básico e a outros direitos fundamentais. Ao proporcionar dignidade a todas as pessoas, construiremos as bases para uma sociedade ambientalmente equilibrada, na qual ninguém será deixado para trás.

As soluções para alcançar essa sociedade ambientalmente harmônica não surgirão de ações isoladas, mas sim por meio da colaboração efetiva das mais diversas e plurais individualidades. Cada pessoa, com suas capacidades, potencialidades e experiências únicas, possui um papel fundamental nessa jornada. Devemos unir nossas forças, trabalhando em conjunto para encontrar soluções inovadoras e sustentáveis.

A construção de uma sociedade ambientalmente sustentável exige o engajamento de todos, sejam governos, empresas, organizações da sociedade civil ou cidadãos comuns. Somente por meio do trabalho colaborativo e da busca de consenso poderemos superar os desafios complexos que enfrentamos. É preciso criar sinergias entre os diferentes setores, compartilhar conhecimentos e promover ações conjuntas em prol do bem-estar social e da preservação ambiental.

Entretanto, não devemos perder de vista o fato de que a sustentabilidade também está intrinsecamente ligada à realização da dignidade humana. Apenas quando as pessoas tiverem suas necessidades básicas atendidas, quando tiverem acesso a oportunidades de crescimento e quando forem respeitadas em sua diversidade, é que poderemos dizer que nossa casa comum é um verdadeiro lar para todos.

Portanto, a construção de um futuro sustentável requer ações concretas para eliminar as barreiras sociais e promover a inclusão. Devemos trabalhar incansavelmente para alcançar uma sociedade na qual a igualdade e a sustentabilidade andem de mãos dadas. Somente assim poderemos transformar nossa casa comum em um lar acolhedor para cada ser humano e para as futuras gerações.

*André Naves é defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, mestre em Economia Política.