A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Palmas recebeu na tarde dessa terça-feira, 25, um grupo de mães atípicas para discutir as principais dificuldades enfrentadas no atendimento às crianças atípicas. O encontro promoveu um diálogo com familiares e cuidadores, buscando soluções para tornar os serviços da rede municipal mais acessíveis, humanizados e especializados.
O secretário-executivo da Semus, Rafael Mendonça, afirmou que a secretaria está revisando os protocolos de atendimento para melhor atender às necessidades dos pacientes. Ele ressaltou ainda a importância da capacitação contínua dos profissionais da rede municipal para garantir um atendimento mais sensível e humanizado às mães e seus filhos.
A presidente da Associação de Famílias de Crianças com Microcefalia por Zika Vírus e Outros (Afazito), Thaise Silva, 37 anos, que também é mãe de uma menina de 8 anos com microcefalia causada pelo zika vírus, reforçou a importância de ser ouvida pela gestão. Para ela, a comunicação com os profissionais de saúde é indispensável para que possam identificar as principais fragilidades no atendimento da rede municipal.
Também representando as mães atípicas, Hellen Gonçalves Lopes, 44 anos, avaliou o encontro como um passo positivo para ampliar o diálogo entre a gestão municipal e os usuários. “Quando buscamos apoio para nossos filhos, geralmente estamos passando por um momento delicado, e tudo o que queremos é compreensão e amparo”, ressaltou.
Estruturação da linha de cuidado
Em 2025, a Semus, em parceria com as secretarias municipais de Educação e Ação Social, avançou na implementação de estratégias integradas para atender crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As ações incluem o fortalecimento da rede de cuidado e a estruturação do Programa de Educação Permanente em Atenção à Pessoa com TEA no SUS, viabilizado pela Fundação Escola de Saúde de Palmas (Fesp). (Secom Palmas)