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Economia

Foto: Pexels

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A adulteração de lubrificantes no Brasil será tema central do IX Lubescon – Congresso Internacional de Lubrificantes e Graxas, que ocorre nos dias 3 e 4 de setembro, em Campinas (SP). O evento reunirá especialistas e representantes de entidades reguladoras para discutir os impactos da comercialização irregular desses produtos, que, segundo estimativas da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), já representam cerca de 20% do mercado nacional.

“O mercado de lubrificantes já sofre há alguns anos com estes produtores clandestinos, que não seguem as regras de mercado, definidos pela ANP, gerando uma disfunção mercadológica e impactos diretos ao consumidor”, afirma Nilson Morsch, diretor presidente do SIMEPETRO (Associação dos Produtores e Importadores de Lubrificantes). A fala será reforçada durante o congresso, que contará com a presença de autoridades como Júlio Nishida, Superintendente de Fiscalização e Abastecimento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A programação do Lubescon inclui uma palestra de Nishida sobre o combate às fraudes no setor de lubrificação, além de um bate-papo estratégico sobre a qualidade dos lubrificantes e seus efeitos no desempenho dos veículos. Participam do debate Laércio Kalauskas (Sindilub), Carlo Rodrigo Faccio (Instituto Combustível Legal), Giancarlo Passalacqua (Instituto Brasileiro do Petróleo) e o consultor jurídico do SIMEPETRO, Dr. Irineiu Galeski, responsável pela mediação.

Morsch destaca que os efeitos da adulteração de lubrificantes são menos perceptíveis que os dos combustíveis. “O óleo automotivo é silencioso, porque os problemas irão acontecer mais na frente, depois de alguns meses, com formação de borras e quebra dos motores. Ou seja, gerando um maior prejuízo ao usuário”, explica. A diferença na percepção do impacto dificulta a identificação imediata do problema pelo consumidor.

Para enfrentar esse cenário, o SIMEPETRO e outras entidades do setor estão desenvolvendo uma ferramenta técnica que permitirá identificar a origem dos produtos. “Estamos trabalhando em uma ferramenta técnica, que dará um DNA aos produtos, colaborando na melhor decisão de compra do consumidor, protegendo o seu maior bem, o veículo”, afirma Morsch. A proposta será apresentada durante o evento como uma alternativa para fortalecer a fiscalização e orientar o mercado.

Na sequência do Lubescon, acontece a III Feilub – Feira de Negócios de Lubrificantes e Graxas, no mesmo local. A feira reunirá fabricantes de óleos lubrificantes, graxas e aditivos, além de fornecedores de equipamentos e serviços ligados ao setor. A expectativa é que o encontro promova integração entre os agentes da cadeia produtiva e estimule práticas comerciais alinhadas às normas da ANP.

O evento será realizado no Espaço Dom Pedro, em Campinas, com programação das 9h às 20h no dia 3 de setembro e das 9h às 18h no dia 4. Mais informações estão disponíveis no site oficial: www.feilub.com.br.