A cesta básica encerrou 2025 em Palmas/TO com deflação acumulada de 4,17%, revertendo a forte pressão registrada no início do ano e consolidando uma trajetória de queda dos preços dos alimentos ao longo do segundo semestre. O resultado indica importante melhora no poder de compra do trabalhador e acompanha a tendência observada no cenário nacional.
O comportamento dos preços da cesta básica em Palmas ao longo de 2025 evidencia uma mudança significativa no custo da alimentação. Após um primeiro trimestre marcado por elevação dos preços, o segundo semestre foi de recuo consistente, levando o índice a fechar o ano com deflação de 4,17%. Os dados são do Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (NAEPE), que monitora mensalmente o custo dos alimentos na capital desde 2022.
Para o diretor-geral do Naepe, economista e professor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Tocantins (IFTO), Autenir de Rezende, o resultado anual é o principal destaque do levantamento. “A queda acumulada da cesta básica em 2025 mostra que houve uma recomposição gradual do poder de compra do trabalhador, especialmente a partir do segundo semestre, em sintonia com o movimento nacional de desaceleração dos preços dos alimentos”, avalia.
No recorte mensal, dezembro registrou o menor valor da cesta básica em todo o ano, chegando a R$ 660,89, com deflação de 0,21% em relação a novembro. Com esse custo, o trabalhador precisou de 95 horas e 48 minutos de jornada para adquirir os alimentos básicos – a segunda menor carga horária da série histórica iniciada em 2022. Assim, o salário mínimo necessário estimado para o mês foi de R$ 5.552,14.
Segundo Autenir de Rezende, o desempenho de dezembro chama atenção por ocorrer em um período tradicionalmente inflacionário. “Mesmo sendo um mês de maior consumo, a maioria dos produtos apresentou queda de preços, o que reforça a tendência de desaceleração observada ao longo do segundo semestre”, explica.
Na análise dos itens da cesta ao longo de 2025, destacam-se reduções expressivas nos preços de produtos como arroz (-38,3%), tomate (-30,4%), açúcar (-20%), leite integral (-17,8%) e feijão (-14%). Em sentido oposto, o café (que acumulou alta de 38,1%), a margarina (13,9%), o pão francês (5,9%) e o óleo de soja (5,4%), fecharam o ano com elevação. A carne, item de maior peso da cesta, teve reajuste de 5,5% no período, ampliando sua participação no custo total da alimentação. O balanço anual aponta que a queda dos preços dos alimentos foi determinante para aliviar o orçamento das famílias palmenses em 2025, criando um cenário mais favorável para o início de 2026.
Os resultados completos desta e de outras pesquisas desenvolvidas pelo NAEPE podem ser acessados no site (naepepesquisas.com) ou na rede social do Núcleo (@naepe.pesquisas). A pesquisa do NAEPE conta com o apoio do Ministério Público (MPTO), da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FAPTO)e do Conselho Regional de Economia (Corecon-TO).

