Mesmo com a volta da inflação da cesta básica em janeiro; Palmas alcançou um marco histórico; o trabalhador precisou de menos horas de trabalho do que em qualquer outro momento da série histórica para adquirir os alimentos essenciais; segundo levantamento do Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais; o Naepe.
A cesta básica de alimentos em Palmas voltou a apresentar inflação após cinco meses consecutivos de queda; puxada principalmente pela disparada no preço do tomate e por altas moderadas no feijão; na carne e na farinha; ainda assim; o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta atingiu o menor nível já registrado na capital.
De acordo com o economista e professor do IFTO, Autenir de Rezende; diretor-geral do Naepe; a leitura correta do momento econômico exige olhar além da inflação pontual. “Com uma disparada no preço do tomate e altas moderadas no preço do feijão; da carne e da farinha; a cesta básica de alimentos em Palmas voltou a apresentar inflação depois de cinco meses seguidos de queda e de uma deflação acumulada ao longo de 2025 de 4, 17”.
Autenir explica que o recorde positivo no tempo de trabalho está diretamente ligado à combinação entre preços mais baixos ao longo do último ano e ganho real de renda. “Esse recorde positivo na carga de trabalho necessária para a aquisição da cesta básica se deve ao fato de que; ao longo de 2025; a cesta básica de alimentos registrou deflação em Palmas; ao mesmo tempo; já em janeiro deste ano; o salário mínimo foi reajustado acima da taxa de inflação nacional; isso repõe perdas históricas dos anos recentes”.
Os dados históricos reforçam a dimensão do avanço; em dezembro de 2022; o trabalhador palmense precisava cumprir uma jornada de 121 horas e 48 minutos para adquirir uma cesta básica; já em janeiro de 2026; esse tempo caiu para 93 horas e 54 minutos; o menor patamar da série histórica.
Mesmo com a inflação mensal de 4, 67%; que elevou o valor da cesta básica de R$ 660,89 para R$ 691,76; Autenir de Rezende ressalta que a maioria dos alimentos manteve trajetória de queda; como açúcar; leite; banana; margarina; óleo de soja; arroz e café; o que ajuda a explicar por que nunca foi necessário trabalhar em quantidade reduzida, em Palmas, para garantir os itens essenciais de alimentação.
Naepe-IFTO
Os resultados completos desta e de outras pesquisas desenvolvidas pelo Naepe podem ser acessados no site (naepepesquisas.com) ou na rede social do Núcleo (@naepe.pesquisas). A pesquisa do Naepe conta com o apoio do Ministério Público (MPTO), da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FAPTO), PET de economia da UFT e do Conselho Regional de Economia (Corecon-TO).

