Conexão Tocantins - O Brasil que se encontra aqui é visto pelo mundo
Economia

Foto: Freepik

Foto: Freepik

Mesmo em um ambiente econômico que pede mais atenção do investidor, o imóvel segue como uma escolha segura para quem busca proteger o patrimônio. Um levantamento da Abrainc, em parceria com o Grupo Brain, indica que a intenção de compra de imóveis permanece elevada, especialmente entre os mais jovens. Entre pessoas de 22 a 28 anos, 50% afirmam que pretendem adquirir um imóvel nos próximos dois anos. Já na faixa de 29 a 44 anos, esse percentual chega a 40%, mostrando que o interesse segue forte mesmo com juros ainda elevados.

Em Palmas, esse mesmo movimento se reflete em um mercado imobiliário ativo. Estudos da Brain mostram que a maior parte do público comprador da capital está na faixa entre 25 e 49 anos, período marcado por maior estabilidade financeira e foco na construção de patrimônio.

Ainda assim, apesar do bom desempenho do setor, 2026 deve ser marcado por otimismo com cautela. A expectativa de melhora no cenário econômico e os resultados positivos do mercado imobiliário em 2025 animam o setor, mas fatores como custos de construção e ajustes nos modelos de financiamento reforçam a importância de decisões mais bem planejadas.

Leia também: Mercado imobiliário entra em novo ciclo puxado pelo MCMV e pelo Médio e Alto Padrão

Para o sócio-diretor da My Broker Palmas, Fábio Belo, o cenário ajuda a explicar por que o imóvel segue presente nas decisões de investimento. "Quando o ambiente econômico traz mais incertezas, as pessoas tendem a buscar alternativas mais estáveis. O imóvel se destaca pelo uso real e pela capacidade de preservar valor ao longo do tempo, especialmente em cidades como Palmas, que seguem em crescimento planejado", avalia.

Além do cenário macro, outro ponto observado no comportamento do consumidor é a busca por imóveis mais qualificados. Dados do levantamento indicam que mais da metade dos compradores está disposta a pagar mais por boa localização, padrão construtivo e eficiência, o que reforça a valorização de ativos bem posicionados.

Para Fábio, o momento exige leitura atenta do mercado. "É um ano de boas oportunidades para quem analisa o cenário com cuidado. Em 2026, a estratégia faz mais diferença do que o impulso", conclui. (Precisa/AI)