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Economia

Foto: Divulgação/Construtora M21

Foto: Divulgação/Construtora M21

O programa federal Minha Casa, Minha Vida vem se consolidando como o principal motor dos lançamentos imobiliários e venda de imóveis no País. Somente no Estado de São Paulo, em 2025, o MCMV representou 62% de todos os empreendimentos residenciais e 65% das vendas. No País, no primeiro semestre do ano passado, o programa do Governo Federal foi responsável por 53% dos lançamentos imobiliários e 47% das vendas.

E Araguaína é destaque neste cenário. Atualmente, a cidade é a que mais possui imóveis do MCMV na região norte, proporcional ao número de habitantes: são 7.045 casas, sendo que 881 delas estão na Faixa 2 do programa. O número ainda é tímido perto da demanda que o município possui para imóveis acessíveis para famílias com renda entre R$ 2.850,00 a R$ 8 mil, que engloba as faixas 2 e 3 do MCMV, conforme explica Rafael Faria, CEO da Construtora M21.

“As pessoas querem a casa própria e precisam dessa acessibilidade. E o maior exemplo que temos foi o anúncio do Residencial Flor de Lins, o primeiro do Faixa 3 em Araguaína, com 128 apartamentos. Antes mesmo do lançamento oficial e início das obras, as vendas praticamente se esgotaram, alcançamos 97% em pouco menos de quatro meses”, destaca Rafael.

3 Milhões de Contratações

2026 promete ser um ano de mais avanço no MCMV. Segundo o Governo Federal, a previsão é chegar a 3 milhões de contratações até o final do ano. De 2023 a meados de 2025, 1,63 milhões de moradias foram financiadas em 4.178 cidades do País usando recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Somente em 2025, foram R$ 180 bilhões destinados ao programa.

Para 2026, estão previstos R$ 144,5 bilhões provenientes do FGTS, dos quais R$ 12,5 bilhões serão direcionados exclusivamente para subsídios. Neste cenário, Araguaína já se prepara para um novo empreendimento da Faixa 3 do MCMV, o Residencial Buritis, que deve ser lançado ainda neste primeiro semestre e terá localização privilegiada, próximo à Avenida Marginal Neblina.

“Esse é só o começo. Araguaína é muito próspera no segmento imobiliário para todas as faixas de renda. Estamos atentos às demandas do mercado e preparando novos lançamentos para oportunizar o sonho da casa própria para cada vez mais pessoas. Ainda mais considerando as facilidades que estão sendo viabilizadas para isso”, ressalta o CEO da construtora M21.

Acesso facilitado

A atual Taxa Selic na casa dos 15% é vista como um dificultador na contratação de empréstimos e financiamentos. Contudo, o Minha Casa, Minha Vida, financiado pelo CEF, tem a missão de oferecer juros mais acessíveis, que podem variar de 4% a 10% ao ano, dependendo da faixa do programa.

Mesmo em um cenário de Selic alta, o Governo Federal anunciou mudanças que impactam diretamente nas contratações imobiliárias do MCMV. 

O novo modelo de Crédito Imobiliário modernizou o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. Antes, 65% dos depósitos em contas poupança eram obrigatoriamente aplicados pelos bancos em crédito imobiliário. Com a mudança, a poupança será elevada a um patamar maior como fonte de financiamento, impactando diretamente o montante de crédito habitacional disponível para os cidadãos.

O total dos recursos depositados na caderneta de poupança passará a ser referência para o volume de dinheiro que os bancos devem destinar ao crédito habitacional, incluindo as modalidades do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e do SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário).

A transição para o novo modelo será gradual e estará 100% vigente a partir de janeiro de 2027.

Cenário Positivo

Outro ponto que contribui para o cenário positivo de financiamentos imobiliários é que o setor da construção civil está vivenciando uma desaceleração do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), que saiu de 0,28 em novembro de 2025 para 0,21 em dezembro do mesmo ano. A comparação nos acumulados de 12 meses também apontou redução de 6,41% para 6,10% entre novembro e dezembro de 2025. A queda frequente vem sendo observada desde agosto de 2025.