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Educação

Foto: Divulgação Sintet

Foto: Divulgação Sintet

Os professores da rede municipal de ensino de Praia Norte realizaram, nessa terça-feira, 10 de fevereiro, paralisação das atividades, acompanhada de ato público em frente à Prefeitura Municipal.

A mobilização tem como objetivo cobrar da prefeita Bruna do Ho Che Min (PSD), a regularização de pagamentos em atraso, a aplicação do reajuste do Piso Nacional do Magistério e a revisão das transferências de servidores para a zona rural, que, segundo a categoria, têm impactado diretamente a organização do trabalho e a vida funcional dos profissionais da educação.

De acordo com o presidente do Sintet Regional de Augustinópolis, Jules Rimet, a paralisação é um instrumento legítimo de luta diante da falta de respostas efetivas por parte da gestão municipal.

“A paralisação é um instrumento legítimo de luta e diálogo, diante da ausência de providências concretas às reivindicações apresentadas pela categoria”, afirmou.

Durante o ato, Jules Rimet fez duras críticas à prefeita Bruna Ho Che Min e à condução da administração municipal. Segundo ele, após mais de um ano de mandato, a gestão ainda não apresentou soluções para os problemas enfrentados pelos trabalhadores da educação.

O dirigente sindical denunciou atrasos salariais, falta de pagamento do 13º salário referente aos anos de 2023, 2024 e 2025, além da ausência de aplicação do reajuste do piso desde 2023. Ele também questionou a ausência da prefeita no município e cobrou diálogo direto com a categoria.

Rimet ainda denunciou perseguições políticas envolvendo datas diferenciadas de pagamento de salários, prática que classificou como “inadmissível e ilegal”.

O presidente do Sintet também apontou problemas estruturais na rede municipal, como precarização das escolas, merenda escolar de baixa qualidade e dificuldades no transporte escolar. Segundo ele, esses fatores têm contribuído para a evasão de alunos para municípios vizinhos.

“Não é culpa do professor. É falta de investimento e valorização. O piso é o mínimo que um trabalhador da educação deve receber. Hoje ele ultrapassa os R$ 5 mil, enquanto há profissionais no município recebendo cerca de R$ 3.200 e ainda com atraso”, destacou.

O dirigente afirmou que o sindicato acompanha a aplicação dos recursos do FUNDEB e defendeu maior transparência na utilização dos valores destinados à educação. Também mencionou acordo firmado junto ao Ministério Público no ano passado, que, segundo ele, não foi cumprido pela gestão dentro do prazo estabelecido.

Ao final, o presidente do Sintet cobrou posicionamento da Câmara Municipal e afirmou que a categoria continuará mobilizada até que haja negociação e cumprimento da legislação.

“A prefeita precisa sentar com o sindicato e resolver imediatamente os problemas da educação. O piso é lei nacional e precisa ser respeitado”, concluiu.

A categoria aguarda abertura de diálogo por parte da gestão municipal para tratar das reivindicações apresentadas.