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Economia

Foto: Freepik

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As empresas familiares representam cerca de 90% dos negócios no Brasil, mas poucas conseguem atravessar gerações. Dados da PwC indicam que apenas 30% sobrevivem à primeira sucessão e menos de 3% alcançam a quarta geração. Em grande parte dos casos, o desafio não está na atividade exercida, mas na ausência de um planejamento sucessório capaz de organizar a transição e preservar o patrimônio ao longo do tempo.

Sem regras definidas, a sucessão tende a fragmentar empresas e propriedades rurais, tornando áreas produtivas economicamente inviáveis e enfraquecendo negócios antes sustentáveis. A divisão desordenada do patrimônio entre herdeiros, somada a disputas familiares, frequentemente resulta na venda de bens, no encerramento das atividades ou na perda de competitividade no mercado.

O planejamento sucessório é apontado por especialistas como caminho para evitar a dilapidação do patrimônio. Segundo o advogado Alex Coimbra, presidente e coordenador técnico nacional do IBPPS (Instituto Brasileiro de Planejamento Patrimonial e Sucessório), a sucessão precisa ser tratada como parte da estratégia do negócio, e não como uma decisão tomada apenas após a ausência do fundador. "Quando o processo é planejado, a família estabelece regras, preserva o controle patrimonial e garante a continuidade da empresa ou da propriedade rural, sem comprometer a viabilidade econômica nem os vínculos familiares", afirmou.

Entre as soluções adotadas por empresas familiares estão acordos societários e estruturas estratégicas, como a holding e a offshore, que organizam a gestão, centralizam o patrimônio e facilitam a transferência de quotas ou ações, seja no Brasil ou no exterior. Ao dar previsibilidade ao processo, essas ferramentas ajudam a proteger o legado construído ao longo de gerações e reduzem o risco de conflitos que, muitas vezes, ultrapassam o campo patrimonial e comprometem as relações familiares. (Preisa/AI)