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Cultura

Foto: Gabriel Vinicius

Foto: Gabriel Vinicius

O Brasil que resiste, cria e transforma foi celebrado em grande estilo durante a cerimônia do Prêmio Periferia Viva 2025, realizada em São Paulo. A premiação, promovida pelo Ministério das Cidades, reconhece projetos que nascem nas periferias e que impactam diretamente a vida de milhares de brasileiros.

Representando o Tocantins, a comunicadora, cantora e empreendedora social Núbia Dourado participou do evento à frente do Instituto Terra Dourada, com a iniciativa Feira Cultural de Artesanato Mulheres Empreendedoras da Amazônia: Artesãs indígenas e quilombolas. O projeto incentiva a cultura, a bioeconomia, valorizando produtos, saberes e práticas que respeitam a floresta e promovem uma geração de renda sustentável, com identidade e propósito.

Protagonismo periférico no centro do debate

Mais do que uma entrega de troféus, o evento foi um verdadeiro encontro de histórias, lutas e conquistas. Iniciativas lideradas por mulheres, coletivos culturais e projetos sociais mostraram que a periferia é potência — e protagonista de soluções reais para o país.

Durante a cerimônia, o secretário nacional de periferias, Guilherme Simões, destacou os desafios enfrentados por quem vem das periferias e passa a ocupar espaços de poder.

Em uma fala marcante, ele afirmou:

“Se pensam que a gente vai desistir, estão muito enganados". A declaração reforça um novo momento político e social no país, em que vozes historicamente invisibilizadas passam a contribuir diretamente na construção de políticas públicas.

Tocantins em destaque nacional

A participação da iniciativa tocantinense no prêmio representa um avanço importante na visibilidade de projetos voltados à bioeconomia e ao empreendedorismo feminino.

A Feira Cultural Mulheres Empreendedoras da Amazônia reúne mulheres indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais, promovendo não apenas a comercialização de produtos artesanais, mas também o fortalecimento da identidade cultural e da autonomia econômica dessas mulheres.

Como idealizadora do projeto, Núbia Dourado destacou a emoção de participar da premiação em São Paulo:

“Fiquei muito feliz, especialmente por receber esse prêmio em São Paulo, uma cidade onde vivi por cinco anos e que faz parte da minha trajetória. Voltar a esta cidade  reforçou ainda mais a compreensão da minha missão no Tocantins, por meio do meu trabalho com a comunicação, a música e o social.

Meu desejo é ampliar esse alcance, chegando a mais mulheres indígenas e quilombolas que atuam com a bioeconomia e o artesanato, para que possamos, juntas, fortalecer esse protagonismo e gerar ainda mais oportunidades". 

Cobertura especial no De Papo 

Durante a premiação, Núbia Dourado também realizou a gravação de uma edição especial do programa De Papo com Núbia Dourado, exibido pela RedeTV Tocantins, aos sábados, às 10h.

A produção traz bastidores, entrevistas exclusivas e momentos marcantes do evento, destacando iniciativas que fazem a diferença em diversas regiões do país.

O público poderá acompanhar a cobertura completa no próximo sábado, em uma edição dedicada ao Prêmio Periferia Viva 2025, mostrando de perto as histórias que estão transformando o Brasil a partir das periferias.