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Economia

Foto: Banco de Imagens/CNI

Foto: Banco de Imagens/CNI

Por meio do Projeto para o Brasil 2050, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende o envolvimento de todos os poderes constituídos, empresários e trabalhadores, para buscar consenso em torno de metas fiscais e de políticas econômicas estruturantes, que garantam investimentos e o crescimento econômico.

Sob o lema “Segurança para investir. Estabilidade para crescer”, a indústria aponta a necessidade de um direcionamento claro e coordenado entre os setores público e privado, sob o risco de o país perder avanços recentes e enfrentar novos períodos de instabilidade econômica.

“Estamos propondo uma reflexão sobre o futuro que queremos, com ações efetivas e a construção de um pacto que envolva o setor produtivo, o poder público e a sociedade em torno de um plano de longo prazo em favor do desenvolvimento do país nos próximos anos”, afirmou Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao lançar o projeto na Câmara dos Deputados.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO), Roberto Pires, a iniciativa da CNI representa um passo essencial para o futuro do Brasil.  “Conciliar o equilíbrio das contas públicas com estímulos direcionados é o caminho para manter o crescimento ativo e sustentável. Essa iniciativa aponta, de forma clara, para um Brasil mais competitivo, estável e preparado para as próximas décadas”, avalia.

O Projeto para o Brasil 2050 reúne uma série de propostas para o país crescer, entre elas a criação de condições para a redução da taxa básica de juros, fortalecimento do equilíbrio fiscal e de vantagens competitivas, melhora do ambiente de negócios, além do fomento a iniciativas que o Brasil tem potencial, como a economia circular, o desenvolvimento de data-centers e de combustíveis sustentáveis.

A redução das despesas governamentais é outra medida necessária para assegurar maiores valores em investimentos públicos e acelerar o crescimento econômico. Assim como a vantagem competitiva do país, que deve ser fortalecida para consolidar sua posição de liderança como um dos principais produtores e exportadores de biocombustíveis, e a promoção pelo setor público de regulações para incentivar a produção e comercialização de novas tecnologias que favoreçam o uso de combustíveis sustentáveis.

No campo da inovação, a CNI defende o fomento da produtividade nacional e o desenvolvimento de talentos e habilidades digitais, tanto direcionados para Inteligência Artificial (IA) como para data Centers, atendendo a demanda interna quanto parte da demanda externa. 

Para superar barreiras e medidas restritivas ao comércio exterior, que impactam significativamente a competitividade das exportações brasileiras, propõe a participação do setor privado nas negociações de novos acordos e diplomacia bilateral. E para melhoria do ambiente de negócios, estratégico para atração de investimentos, tanto nacionais quanto internacionais, uma ação coordenada para defender práticas de mercado competitivas.