Polí­tica

Foto: Divulgação Jornalista Sandra Miranda usou o Twitter para se manifestar a respeito da adulteração Jornalista Sandra Miranda usou o Twitter para se manifestar a respeito da adulteração
  • Sandra Miranda usou o twitter para denunciar a fraude
  • Na pesquisa original Amastha aparece em 2º, empatado com Kátia Abreu

O jornal Primeira Página foi vítima de falsificação em uma pesquisa eleitoral divulgada no impresso e no site, sobre a corrida para o Governo do Estado na eleição suplementar no próximo dia 3 de junho. Os fraudadores usaram o conteúdo publicado pelo jornal para forjar a pesquisa, adulterando o resultado da amostra. O jornal é dirigido pela jornalista Sandra Miranda, uma das pioneiras no jornalismo tocantinense.

Na fraude o candidato Carlos Amastha (PSB) aparece em primeiro lugar com 25% de intenções de voto, enquanto a verdadeira pesquisa aponta Amastha empatado em segundo lugar com a também candidata senadora Kátia Abreu (PDT) com 17% de intenções de voto. O primeiro lugar na pesquisa verdadeira é de Vicentinho Alves (PR) com 21% das intenções de voto.

O material falsificado é uma cópia da página do Jornal Primeira Página na qual apenas as posições dos candidatos foi adulterada para beneficiar Carlos Amastha. Na falsificação o restante do conteúdo da matéria, como texto e dados coletados, está inelegível, tornando impossível que o leitor consiga decifrar o que está escrito na matéria, dificultando a identificação da fraude. O conteúdo falso foi divulgado pela internet através de redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas.

A jornalista usou o Twitter para se manifestar a respeito da adulteração. “A falsificação da página de um veículo de comunicação pela turma do candidato Carlos Amastha é um atentado à liberdade de imprensa e ao direito do eleitor de ser informado sobre a campanha eleitoral em curso”, postou Sandra Miranda, ainda completando: "Enquanto o Amastha diz que é vítima de calúnia, eu tenho as provas para mostrar que entre a sua turma da falsificação tem funcionários pagos com dinheiro do povo para produzir fake news", afirmou a jornalista.

Por telefone a jornalista disse ao Conexão Tocantins que deduziu, por óbvio, ter sido o grupo de apoiadores de Carlos Amastha que adulterou a pesquisa. “Cheguei à conclusão óbvia que foi a turma do Amastha porque falsificaram a pesquisa para colocá-lo em primeiro lugar”.

A jornalista disse também que registraria boletim de ocorrência ainda na tarde desta segunda-feira, 30, além de apresentar denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral, Ministério Público Eleitoral e Polícia Federal.

A pesquisa original foi realizada pelo Instituto Vope – Voz e Pesquisa LTDA e registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, em eleições suplementares, sob o número TO-03910/2014.