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O governador interino e candidato ao Governo do Estado na eleição suplementar, Mauro Carlesse (PHS), da coligação "Governo de Atitude", defende em seu Plano de Governo o equilíbrio das contas públicas. Para ele, a busca pela estabilidade fiscal deve ser uma “obsessão”, pois só assim o Estado terá condições de investir em áreas fundamentais, como educação, saúde, segurança e infraestrutura.

A proposta, que Carlesse já está implementando, inclui, entre outras medidas, a redução sistemática do número de servidores contratados e comissionados, redução de despesas da máquina pública e a renegociação de dívidas com fornecedores. A implementação destas medidas, no entanto, não comprometem o desenvolvimento dos serviços públicos no âmbito do Estado.

“Hoje o Estado gasta mais do que arrecada. Estamos fazendo todo o possível para inverter essa situação, apesar de todos os problemas deixados pelo governo anterior. Arrecadando mais e gastando menos, vamos poder investir na retomada do desenvolvimento do nosso Estado e no restabelecimento dos benefícios diretos e indiretos à população. Estabilidade, é disso que o Tocantins precisa”, explica Carlesse.

Dívida

Ao citar os “problemas deixados pelo governo anterior” – além da instabilidade política –, Carlesse refere-se à dívida de mais de R$ 1,3 bilhão que herdou do Governo Marcelo Miranda, cujos detalhes foram divulgados esta semana pelos secretário estadual da Fazenda, Sandro Henrique Armando.

De acordo com Armando, uma das maiores dívidas, no valor de R$ 351.786.355,25, refere-se ao desconto em folha dos servidores que não vinha sendo repassado ao Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev).

Em relação ao Plano de Saúde dos Servidores Públicos do Estado (Plansaúde), cujos repasses atrasados já somam R$ 161.737.269,46, acontecia a mesma coisa, isto é, o governo anterior descontava da folha de pagamento dos servidores, mas não repassava à empresa responsável pelo Plano.

Ao divulgar o diagnóstico do Estado, em entrevista coletiva, Carlesse lembrou que sua gestão “herdou” a dívida, ou seja, não foi causada por seu Governo. “Nós estamos vivendo um momento complicado. Mas fica muito claro que quem causou essa situação não fui eu e nem os meus secretários. Mesmo assim, estamos fazendo todo o possível para resolver os problemas da Educação, da Saúde e da Segurança Pública não é nosso”, lembrou Carlesse, acrescentando que sua gestão vai trabalhar para atender a população da melhor forma possível.

Por: Redação

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