Polí­tica

Foto: Márcio Vieira Novo governador comandará Palácio Araguaia até dezembro Novo governador comandará Palácio Araguaia até dezembro

No próximo domingo, 3, os eleitores tocantinenses escolhem o novo governador do Estado que irá governar até o fim do ano. A eleição suplementar - que não fazia parte do calendário eleitoral de 2018, ano que já conta com uma eleição ordinária em outubro - foi marcada após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e da ex-vice-governadora Cláudia Lelis (PV) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no mês de março deste ano. Os dois foram condenados por abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2014.

Na votação do próximo domingo o Tribunal Regional Eleitoral se prepara para receber 1.039.913 eleitores nas urnas, segundo dados extraídos do sistema ELO do TRE, computados em 17/05/2018. Em todo o Estado serão 4.998 urnas eletrônicas distribuídas em 4.109 sessões eleitorais. Mais de 14 mil voluntários e 800 servidores da justiça eleitoral irão trabalhar durante a eleição suplementar. O pleito terá um custo total de R$ 15 milhões.

A votação terá início às 8h no domingo e seguirá até às 17h sem intervalos. Quem ainda estiver na fila no horário de encerramento receberá uma senha para votar. O eleitor que chegar depois não poderá mais entrar na sessão. A apuração dos votos começará logo após o encerramento da votação. A expectativa do TRE-TO é de que o resultado sai em até cinco horas.

Concorrem às eleições os candidatos Carlos Amastha (PSB), Kátia Abreu (PDT), Mauro Carlesse (PHS), Marcos Souza (PRTB), Márlon Reis (Rede), Mário Lúcio Avelar (PSOL) e Vicentinho Alves (PR).

Indígenas

Mais de 4 mil eleitores tocantinenses são indígenas cadastrados em 25 seções distribuídas em comunidades de todo o estado. As zonas eleitorais indígenas ficam em Miracema, Tocantinópolis, Cristalândia, Formoso do Araguaia, Pedro Afonso, Pedro Afonso, Itacajá e Santa Fé do Araguaia.

Nestas sessões a segurança é de responsabilidade do Exército. O 22º Batalhão de Infantaria no Tocantins divulgou nota informando que irá atuar nestes locais nos dias 2 e 3 de junho e ainda que poderá atuar em outras localidades a pedido da justiça eleitoral do Tocantins.

O exército não informou quantos soldados farão a segurança da eleição nas aldeias indígenas.