Polí­tica

A Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), por meio da Delegacia Especializada na Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (DRACMA), informa que foram cumpridos nesta segunda-feira, 6, os mandados judiciais de prisão temporária em desfavor do vereador José do Lago Folha Filho (PSD) e Fernando Fagundes Bastos, ex-assessor direto do Gabinete da Secretaria de Governo e Relações Institucionais - Gestão Adir Gentil - identificado pela polícia como operador de um esquema que teria desviado R$ 7 milhões da Fundação Municipal de Esportes (Fundesportes) e também da Secretaria de Governo da Prefeitura de Palmas na gestão Carlos Amastha (PSB).  

 Vereador Folha Filho se entregou nesta segunda-feira e foi recolhido à prisão.

As prisões fazem parte da 2ª fase da Operação Jogo Limpo, desencadeada na última sexta-feira, visando desbaratar a organização criminosa que atuava no desvio dos recursos públicos de Palmas.

A justiça decretou a prisão temporária de 26 pessoas investigadas pela Polícia Civil na Operação. Dezoito dos investigados que tiveram prisão decretada já estão livres, entre elas o vereador Rogério Freitas (PMDB) e o ex-vereador Wadson da Agesp, que deixaram a carceragem neste domingo, 5. Outras duas pessoas também foram liberadas na noite de ontem.

Além dos 4 soltos no domingo, outras 15 pessoas foram ouvidas entre sexta-feira e sábado, destas, 14 foram liberadas e uma prisão temporária foi convertida em prisão domiciliar.

Com estas duas prisões desta segunda-feira, a polícia cumpriu 25 dos 26 mandados de prisão. Falta agora apenas a prisão do também vereador Major Negreiros (PSB), que estaria viajando ao exterior.

Entenda

Os políticos são acusados pela polícia de desvio de dinheiro público da ordem de R$ 7 milhões em um esquema que envolvia o uso de empresas e entidades fantasmas que emitiam notas fiscais frias para lavar o dinheiro que, por fim, iria financiar as campanhas eleitorais.

Com quatro núcleos de operação bem definidos, a organização criminosa desviava os recursos da Fundação Municipal de Esportes (Fundesportes) e também da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais da Prefeitura de Palmas, na gestão do ex-prefeito Carlos Amastha (PSB), que renunciou ao cargo para se candidatar ao Governo do Estado.

A primeira fase da operação ocorreu no início deste ano quando foram cumpridos 24 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão. A primeira fase investigava uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro que, através de organizações não governamentais fantasmas (ONGs), federações e empresas, desviava dinheiro público. Foram 10 instituições envolvidas. Dez empresas e entidades investigadas confessaram à polícia o uso de notas frias para lavar o dinheiro desviado. 

A segunda fase da operação aconteceu na última sexta-feira. Equipes da Polícia Civil amanheceram na sede da Câmara de Palmas na sexta-feira em cumprimento aos mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela justiça.