Polí­tica

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O prazo para a prestação parcial de contas de partidos e candidatos que concorrem às eleições este ano terminou nesta quinta-feira, 13. No Tocantins, todos os candidatos ao governo do estado apresentaram contas de campanha à Justiça Eleitoral. O total de receitas arrecadadas por todos os cinco candidatos é de R$ 5.485.540,00.

Desse total, mais de 75% correspondem às receitas arrecadadas por um único candidato, Carlos Amastha (PSB) da coligação A Verdadeira Mudança. Amastha arrecadou até o momento o equivalente a mais de R$ 4 milhões (4.131.422,00). O ex-prefeito e seu vice, Oswaldo Stival, são os principais doadores de suas próprias campanhas. Stival e Amastha doaram o equivalente a 35% do que foi arrecadado, cada um - R$ 1,450 milhões e R$ 1.449.822,00, respectivamente. O terceiro maior doador foi a direção do PSB, com R$ 1,2 milhões.

A campanha de Amastha já comprometeu R$ 3.540.860,99. A maior parte dos gastos (20%) foi com a confecção de banners, adesivos, perfurados e similares, serviço com o qual foram gastos R$ 700 mil

Mauro Carlesse (PHS) da coligação Governo de Atitude é o segundo no ranking da arrecadação de campanha com R$ 1.062.558,40. No detalhamento das receitas consta que a doação da diretoria nacional do PHS é o principal doador, colaborando com R$ 1 milhão - o que corresponde a 94,11% do que foi arrecadado. O partido Solidariedade, que compõe a coligação, é o segundo doador, colaborando com R$ 62.558, 40 (5,89%). Carlesse não recorreu ao autofinanciamento.

As despesas da campanha do candidato à reeleição ultrapassam as receitas, chegando a R$ 3.420.081,21. Este valor corresponde a despesas que foram contratadas, mas que não necessariamente tenham sido pagas ainda. O maior gasto é com produção de programa eleitoral, com R$ 750 mil (22% dos gastos). Em segundo lugar estão despesas com serviços de consultoria jurídica, com R$ 300 mil (8,8%).

O candidato da coligação Frente Alternativa, Márlon Reis (REDE), é o terceiro em arrecadação de campanha com R$ 273.663,20. A direção estadual do PTB, partido de seu vice, José Geraldo, é a maior doadora, contribuindo com R$ 248.663,20 (90,86%). As despesas também ultrapassam as receitas, com R$ 269.329,08 de gastos contratados. A maior parte das despesas é com produção de programas eleitorais que levou R$ 200 mil (74%).

César Simoni do PSL declarou apenas R$ 15,444 mil de receitas. O candidato recorreu ao autofinanciamento permitido pela Justiça Eleitoral e doou R$ 7,460 mil para a própria campanha (48,3%). As despesas chegam a R$ 7.940,35, dos quais 50% (R$ 4 mil) correspondem a um imóvel utilizado pela campanha.

Já Bernadete Aparecida do PSOL foi a candidata que declarou menor receita, R$ 2.453,00. Todo o valor (100%) foi doado pela direção estadual do partido. Nenhuma despesa foi declarada pela candidata.

O limite de gastos estipulado pela Justiça Eleitoral para todos os candidatos é de R$ 4,9 milhões. Os dados detalhados podem ser acessados no portal Divulgacandcontas.