Educação

Foto: Nilson Gonçalves  Culminância de formação do Pnaic tem abertura com palestra sobre leitura e escrita no contexto da BNCC Culminância de formação do Pnaic tem abertura com palestra sobre leitura e escrita no contexto da BNCC

Profissionais de Educação de todos os municípios do Estado participam do V Seminário Estadual do Pacto Pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) na  Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas. O evento, que tive início na noite de terça-feira, 18 de setembro, segue com a programação até quarta-feira, 19, e traz o tema Pnaic: integrando saberes na perspectiva da formação humana.

O público-alvo são os formadores estaduais, regionais e locais pertencentes às redes estadual e municipais de ensino que fazem parte da edição 2017/2018 do Pnaic. Durante os dois dias de culminância da formação, acontecem palestras, exposição de experiências exitosas, bem como apresentações artísticas.

Participam do evento a secretária de Estado da Educação, Juventude e Esportes, Adriana Aguiar, o Comitê Gestor do Programa, diretores e coordenadores regionais, a pró-reitora da UFT, o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), gestores e técnicos das instituições envolvidas.

Segundo Adriana Aguiar, as parcerias são importantes para o sucesso da aprendizagem. “As parcerias entre Undime, Seduc e UFT são necessárias para o sucesso do nosso trabalho. Isso fortalece nossas forças para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem”, ponderou.

Bartolomeu Moura Júnior, presidente da Undime, enfatiza a importância da leitura para os anos iniciais. “O trabalho com o Pnaic nos anos iniciais contribui para o avanço da leitura, visto que ele abrange diversas áreas de conhecimento”, comentou.

Ângela Francine Fuza, palestrante, discorreu sobre leitura e escrita no contexto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em uma análise para a educação infantil e ensino fundamental.  “Reforçar o trabalho com as séries iniciais do ensino básico e proporcionar formação inicial e continuada dos profissionais da educação é de suma importância. A universidade deve aproximar das escolas para formar leitores críticos, ressignificando temas já debatidos, aproveitando o que está na BNCC com propostas práticas de trabalho voltado para a escrita e para a leitura”, ponderou.

Alexandrina Alves de Oliveira Reis, professora da rede municipal do município de Aparecida do Rio Negro, comenta sobre a necessidade de um trabalho contextualizado. “Ler é conhecer além do livro didático. O aluno que não consegue ler, não vai interpretar. O Pnaic trabalha com a metodologia de contexto real, o que é interessante”, afirmou.

Para Jackslene Pereira da Cruz, formadora no município de Itaporã do Tocantins, da rede municipal de ensino, o Pnaic motiva o professor a desenvolver melhor suas atividades. “É um programa que exige um planejamento considerando a realidade dos alunos. As aulas que tratam de vivências dos alunos tornam o conteúdo mais interessante, por isso a aprendizagem ocorre com mais facilidade”, comentou.

Outra professora que elogiou o trabalho foi Kaliane Evangelista Sansão, da rede municipal de Juarina. “Os alunos interagem com maior segurança nas atividades propostas em sala de aula. Os conteúdos apresentados pelo Pnaic são abrangentes para todas as disciplinas, acontecem de forma interdisciplinar”, destacou.

Histórico do Programa

O Pnaic iniciou suas atividades em 2013 (1ª edição), com ênfase na formação de Língua Portuguesa. Em 2014 (2ª edição) e 2015 (3ª edição), a temática trabalhada foi o Ensino da matemática e Currículo na perspectiva da inclusão e da diversidade: as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e o ciclo de alfabetização. Em 2015, terceira edição, enfatizou a educação integral das crianças nesse início do processo de escolarização. A 4ª edição aconteceu em 2016/2017 e abordou a Gestão da alfabetização. 

A 5ª edição tem como tema: “Pnaic: integrando saberes na perspectiva da formação humana” atendeu à solicitação dos cursistas das edições anteriores ofertando a formação nos polos de Palmas, Araguaína, Tocantinópolis e Guaraí. A formação foi desenvolvida e coordenada pela UFT, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes e a Undime.