Economia

Foto: Freepik

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A geração Z, também conhecidos como centennials, são os jovens nascidos entre os anos 1995 e 2010. Chamados de “nativos digitais”, são a nova força de trabalho do mercado, e em breve serão os novos líderes.

Na opinião do professor  o especialista em gestão de carreira e professor de Gestão de Pessoas da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Marcelo Treff, esse grupo de trabalhadores possui interesses diversos de seus pais e avós.

“A Geração Z está repensando os modelos de trabalho e esperando mudanças culturais nas empresas. Os cargos de liderança costumavam ser o ponto alto de uma carreira bem-sucedida, estão sendo evitados em busca de equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional, flexibilidade de tempo e de jornada, estabilidade financeira, reconhecimento pelo trabalho realizado, dentre outras”, explica Treff.

Segundo a Revista Forbes, as três principais ambições dos jovens da Geração Z são: 1) passar tempo com a família e amigos (67%); 2) ter saúde física e mental (64%) e 3) viajar (58%). Apenas 9% colocam como prioridade se tornar um gestor de área e 4% afirmam quererem se tornar um executivo de alto escalão.

A seguir, o professor lista as expressões mais comuns usadas pela Geração Z no ambiente de trabalho e seus significados: 

Bare Minimum Monday: expressão utilizada para denotar um esforço menor dos trabalhadores às segundas-feiras, considerado um dia para se esforçar menos, por ser o primeiro dia da semana que está por vir.

Employee Experience: expressão que denota a atenção que empresas e gestores passam a dar aos profissionais, sobretudo em virtude da falta de profissionais qualificados. Significa permitir que as pessoas se sintam acolhidas, com segurança psicológica, atenção à saúde mental e, principalmente, sejam respeitadas e valorizadas pelos seus superiores.

Employer Branding: possuir, por parte do empregador, estratégias para desenvolver ou manter uma marca empregadora capaz de atrair e reter os melhores profissionais, sobretudo, os considerados de alta performance.

Layoffs: processo de suspensão temporária do contrato de trabalho. No Brasil, também está relacionado à redução da jornada de trabalho, com redução da remuneração. Importante ressaltar que, no Brasil, precisa constar de Acordo Coletivo, com aval do Sindicato da Categoria.

Lazy girl job: termo que surgiu no Tik Tok como uma espécie de campanha destinadas a mulheres, sobretudo jovens, a fim de divulgar a necessidade de empoderamento, pregando a exigência de empregos com mais flexibilidade e com renda sustentável. Não deve ser confundida com a expressão “menina preguiçosa”.

Quiet ambition: profissionais, sobretudo os mais jovens que abrem mão do prestigio ou status de cargos ou títulos sofisticados com o intuito de privilegiar o equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional, e, em alguns casos, com a vida acadêmica. Também se relaciona a profissionais que preferem continuar em uma carreira técnica, privilegiando o aprendizado e o desenvolvimento profissional em detrimento de cargos de gestão.

Quiet quitting: expressão originada nos EUA, relacionada com insatisfações com o ambiente de trabalho, fazendo com que os trabalhadores, principalmente jovens, passassem a não se esforçar tanto para concluir algumas suas atividades ou fazendo o mínimo possível.

Rage applying: profissionais frustrados ou insatisfeitos com o seu trabalho atual (salários, benefícios, sobrecarga, ambiguidade, falta de perspectiva pessoal e profissional), passam a se candidatar a outras vagas, mesmo ainda empregados. (Fecap)