A formação de tumores malignos no cólon e no reto representa a terceira forma de câncer mais comum no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O câncer colorretal é uma doença silenciosa e de desenvolvimento lento, muitas vezes sem sintomas evidentes nas fases iniciais. Por isso, exames de imagem desempenham um papel fundamental na detecção precoce, permitindo identificar alterações estruturais no intestino grosso antes que a doença avance para estágios mais graves.
A colonoscopia com biópsia é o exame mais importante para o diagnóstico do câncer colorretal. Durante o procedimento, um tubo flexível com uma câmera é inserido no reto, permitindo a visualização da mucosa intestinal. Caso sejam encontrados pólipos ou lesões suspeitas, amostras podem ser coletadas para análise laboratorial. “A colonoscopia é essencial porque permite não apenas identificar alterações suspeitas, mas também remover pólipos antes que eles evoluam para um câncer”, explica o Dr. José Antonio Fragoso, diretor do Centro de Diagnósticos Tocantins (CDT).
Além da colonoscopia, outros exames de imagem são utilizados para avaliar a extensão do tumor e possíveis metástases. A tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são métodos importantes para verificar se o câncer já atingiu linfonodos ou órgãos vizinhos. “A TC e a RM ajudam a determinar o estágio do câncer, o que é fundamental para definir o tratamento mais adequado para cada paciente”, destaca Dr. José Antonio.
Métodos mais específicos, como a ultrassonografia endorretal e a PET-CT, também são utilizados para avaliar a profundidade da invasão do tumor e a presença de metástases em outras regiões do corpo. No entanto, mesmo com o suporte desses exames avançados, o diagnóstico definitivo depende da análise histopatológica da biópsia, que confirma a presença de células malignas.
No mês de março, representado pela cor azul-marinho, a campanha de conscientização sobre o câncer colorretal reforçou a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A realização regular de exames de imagem e consultas médicas pode salvar vidas, garantindo um tratamento mais eficaz e menos invasivo.
A detecção precoce do câncer colorretal aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento. Por isso, exames de rastreamento são recomendados para pessoas a partir dos 45 anos, especialmente aquelas com histórico familiar da doença. “Quanto mais cedo identificamos o câncer, maiores são as chances de cura. A prevenção e o diagnóstico precoce são as principais armas contra essa doença”, alerta o médico diretor do CDT. (Precisa/AI)