O Governo do Tocantins instituiu uma comissão com a finalidade de adotar todas as providências necessárias à realização do concurso público da Saúde, que vai ofertar mais de cinco mil vagas em 31 categorias profissionais.
A medida foi estabelecida pela portaria conjunta nº 3/2026, assinada pelos titulares das secretarias de Estado da Saúde (SES/TO) e da Administração (Secad) e foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) dessa segunda-feira, 2, marcando o avanço de mais uma etapa para a realização do certame, que deve ocorrer ainda em 2026.
“O concurso da saúde é muito importante para o fortalecimento do serviço público e para a garantia de um atendimento ainda mais qualificado à população tocantinense. Com a comissão instituída, avançamos mais um passo para a realização deste certame tão esperado e que vai atender diversas áreas”, destaca o governador Wanderlei Barbosa.
A autorização do concurso foi anunciada na sexta-feira, 30, pelo governador Wanderlei Barbosa. Ao todo, são 5.124 vagas, incluindo 950 para enfermeiros, 1.895 para técnicos de enfermagem, 873 para médicos, sendo 593 exclusivamente para especialistas; além de 80 vagas para enfermeiro obstetra, ofertadas pela primeira vez para fortalecer a assistência materno-infantil. A área de fonoaudiologia também será contemplada com 80 vagas.
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MP/TO
Foto: Marcelo de Deus/MP-TO
Uma audiência administrativa foi realizada na sede do MPTO, nessa segunda-feira, 2. Participaram da reunião no MPTO gestores da SES, Secad, Procuradoria-Geral do Estado, Defensoria Pública Estadual, Conselho Estadual de Saúde, Conselho Regional de Medicina e Conselho Regional de Enfermagem.
Na oportunidade, os representantes da Secad e SES garantiram que o Estado vai contratar uma banca de nível nacional para conduzir o concurso. Informaram ainda que, considerando a quantidade e diversidade dos cargos, dois editais diferentes devem ser lançados.
Para a promotora de Justiça Araína Cesárea, da área da Saúde, a realização de um certame com esta dimensão vai definir um novo perfil para os serviços públicos de saúde. “O impacto é imensurável”, disse.
Já o promotor Vinícius de Oliveira e Silva, da área de defesa do patrimônio Público, avaliou que o concurso restabelece a ordem constitucional e corrige erros que vêm de gestões anteriores.
O último certame da SES aconteceu há 18 anos, o que levou o serviço público a trabalhar com um número excessivo de contratações e também a sofrer com a rotatividade de servidores e com a dificuldade para encontrar especialistas de determinadas áreas médicas. (Matéria atualizada às 09h39min)


