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Saúde

Foto: Divulgação Isac

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Ter um recém-nascido em casa exige muita atenção dos pais e cuidadores, e a principal preocupação é evitar a transmissão de doenças respiratórias. Muitas vezes, a contaminação acontece dentro de casa por meio da tosse, espirro, beijo, aglomeração, entre outros, e a mais temida delas é a bronquiolite. Em 2025, o atendimento de casos suspeitos da doença saltou de 574, em 2024, para 810, na unidade. Sendo março, abril e maio os meses mais críticos em ambos os anos.

Nos primeiros meses de vida, o bebê está desenvolvendo imunidade a diversos patógenos, seja pela amamentação ou mesmo no contato direto com pessoas doentes.

Neste sentido, a equipe técnica do Pronto Atendimento Infantil (PAI), gerido pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), ressalta que muitas doenças são evitáveis pela vacinação, prevenção e mudança de comportamento social. 

Sinais e sintomas de alerta

De acordo com a Dra. Kaoma Vaz, coordenadora técnica do PAI, a bronquiolite é uma infecção respiratória, causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que pode provocar chiado no peito e dificuldade para respirar. “Os sinais e sintomas mais comuns são coriza, tosse, febre, respiração rápida, cansaço para mamar, irritabilidade e sonolência”, explica.

A médica reforça que os pais precisam ficar em alerta para algumas pioras do quadro. “A criança deve ser levada imediatamente ao PAI se apresentar respiração rápida ou com esforço (afundando as costelas), lábios ou pontas dos dedos arroxeados, dificuldade em mamar ou ingestão de pouco líquido, sonolência excessiva, pausas na respiração e febre em bebês menores de três meses”, acrescenta.

Hábitos que ajudam na prevenção

Recentemente, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer a imunização contra o VSR para as gestantes a partir de 28 semanas. “A vacina ajuda a proteger o bebê já nos primeiros meses de vida, com a transferência de anticorpos da mãe para o feto, ainda na barriga”, comenta a coordenadora. 

Ela também reforça que crianças prematuras, cardiopatas, com doença pulmonar crônica, imunossupressão e outras comorbidades têm direito a uma medicação específica que protege contra o vírus. “Trata-se de um anticorpo monoclonal e a administração dessa medicação é indicada pelo pediatra da criança”, pontua. 

A médica também enfatiza que alguns hábitos são muito bem-vindos quando se trata do cuidado com bebês, como lavar bem as mãos antes de tocar na criança, não expor os bebês a aglomerações ou em contato com pessoas gripadas ou resfriadas, manter a vacinação em dia e não expor o bebê à fumaça, seja de cigarro ou de outra origem.

“É de responsabilidade dos adultos e cuidadores tomarem decisões que protejam o bebê. Hoje existe muita informação sobre transmissão de doenças e, agora, recursos para prevenir os casos de bronquiolite, como a vacinação. Além disso, é importante finalizar deixando claro que a criança deve ser levada para avaliação médica sempre que apresentar dificuldade para respirar, sinais de desidratação, cansaço e recusa alimentar”, finaliza.