A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), reunida na tarde dessa terça-feira, 7 de abril, decidiu pela manutenção da filiação da ex-senadora Kátia Abreu aos quadros da legenda no estado do Tocantins.
A decisão ocorreu após a análise de recurso apresentado pela corrente interna Articulação de Esquerda. O resultado da votação no colegiado foi o seguinte: Pela manutenção da filiação: 22 votos; Contra a filiação: 2 votos; Abstenções: 2 votos.
Com este resultado, a Executiva Nacional encerra a disputa interna sobre o tema, ratificando a validade da entrada da ex-senadora no partido. A resolução foca na estratégia de fortalecimento da legenda no Tocantins e na construção de alianças programáticas para os próximos ciclos eleitorais.
De acordo com o presidente do PT/TO, Nile William, a filiação de Kátia Abreu à sigla surtiu reação de um pequeno grupo da articulação de esquerda, que apresentou recurso à Comissão Executiva Nacional do PT contra a filiação da ex-senadora.
Confira a seguir o recurso que foi apresentado e quem o assinou:
Kátia Abreu votou em branco no segundo turno da eleição presidencial de 2018: “Eu não vou dar o meu voto para um projeto que eu não acredito”
Os filiados e filiadas abaixo assinados/as vêm por meio desse apresentar recurso contra a filiação de Kátia Abreu ao Partido dos Trabalhadores.
Considerando que Kátia Abreu sempre foi representante dos latifundiários e das multinacionais do agronegócio liderando a bancada ruralista;
Considerando que ela sempre se posicionou contra a reforma agrária e as organizações dos trabalhadores rurais;
Considerando que ela foi uma das principais lideranças para a derrubada da CPMF em 2007, prejudicando o governo do presidente Lula;
Considerando que no Estado do Tocantins Kátia Abreu sempre apoiou os candidatos a governador de direita contra os candidatos a governador do PT;
Considerando que Kátia Abreu nunca se posicionou a favor de qualquer mobilização, greve ou ocupação promovida pela classe trabalhadora;
Considerando que essa referida pessoa jamais fez qualquer autocrítica sobre suas posições a favor do latifúndio; contra a reforma agrária e contra as organizações da classe trabalhadora;
Considerando que nem o Diretório Estadual e nem a Comissão Executiva Estadual do PT Tocantins se reuniram para deliberar sobre sua filiação, conforme o Art. 5º, §1º: A filiação de líderes de reconhecida expressão, detentores de cargos eletivos ou dirigentes de outros partidos deverá ser confirmada pela Comissão Executiva Estadual e, no caso de mandatários ou mandatárias federais, pela Comissão Executiva Nacional.
Considerando que a prática política de Kátia Abreu não demonstra compromisso com o artigo primeiro do estatuto do PT: “O Partido dos Trabalhadores (PT) é uma associação voluntária de cidadãos e cidadãs que se propõem a lutar por democracia, pluralidade, solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais, destinadas a eliminar a exploração, a dominação, a opressão, a desigualdade, a injustiça e a miséria, com o objetivo de construir o socialismo democrático.”
Vimos por meio deste impugnar a filiação de Kátia Regina Abreu ao PT pelos motivos acima expostos.
O PT não é o partido do latifúndio, do trabalho escravo e nem da burguesia.
O PT é o partido da classe trabalhadora que luta por uma sociedade de igualdade e justiça, pela reforma agrária e reforma urbana, pela liberdade de organização dos trabalhadores e trabalhadoras, pelo socialismo!
Assinam
Fabiano Kenji Nohama
Heloísa Lias da Silva
Hílton Faria da Silva
Jozafá Ribeiro Maciel
Maria da Penha da Silva
Edilene Gonçalves do Nascimento Dias
Thassio Fontes.

