Uma revisão científica publicada na revista Frontiers in Nutrition apontou que o consumo frequente de alimentos ultraprocessados na infância está associado a prejuízos cognitivos, incluindo dificuldades de concentração, pior desempenho da memória e impactos no aprendizado. Os pesquisadores destacam que dietas ricas em açúcar, gorduras e aditivos podem afetar funções cerebrais importantes para o desenvolvimento infantil, especialmente durante os primeiros anos de vida.
Os dados reforçam um alerta que especialistas vêm repetindo dentro e fora das escolas: a alimentação infantil não interfere apenas na saúde física, mas também na capacidade de aprender, socializar e manter a atenção ao longo do dia.
Os efeitos da má alimentação dentro da sala de aula
A nutricionista Andressa Meira sabe a resposta: "crianças com dietas pobres em nutrientes tendem a apresentar mais dificuldade de concentração, menor capacidade de memorização, fadiga e oscilações de energia ao longo do dia", explica. "Isso impacta diretamente o rendimento escolar e até a interação social dentro da escola."
Uma criança que chega à aula depois de um café da manhã cheio de ultraprocessados, ou que não tomou café da manhã algum, já começa o dia em desvantagem. O problema não é visível, mas está lá: na dificuldade para prestar atenção, na irritação fácil e no cansaço que chega antes do recreio.
Muitas famílias não têm tempo nem condições de garantir uma alimentação equilibrada todos os dias, por mais que queiram. O trabalho não espera, o mercado é caro, e os produtos ultraprocessados estão em todo lugar, acessíveis e baratos. Para uma grande parcela das crianças brasileiras, a merenda escolar é, na prática, a refeição mais saudável do dia.
A escola como espaço formador
A vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, disse, em um discurso na Cúpula de Sistemas Alimentares, que "a alimentação escolar é muito mais do que um prato de comida." O estudo reafirma a fala de Mohammed: a alimentação adotada no início da vida molda hábitos, influencia escolhas e, em muitos casos, define a relação que aquela criança terá com a comida pelo resto da vida.
"A merenda escolar tem um papel estratégico porque, para muitas crianças, ela representa uma parte importante da alimentação diária", reforça Andressa Meira. "A escola funciona como um ambiente formador de hábitos; os alimentos oferecidos ali ajudam a construir a relação que a criança terá com a alimentação ao longo da vida." Isso muda o peso da decisão de quem escolhe o cardápio, pois é uma questão logística e de formação.
O que vai para a mochila importa
A atenção aos produtos que chegam às escolas, seja pela merenda institucional ou pelo lanche trazido de casa, tem sido mais discutida nos últimos anos, e a leitura de rótulos virou, literalmente, um ato de cuidado.
"O mais importante é observar a composição do produto", diz a nutricionista. "Opções feitas com ingredientes naturais, sem excesso de aditivos e com processamento mínimo, contribuem para ampliar a oferta de lanches equilibrados na rotina escolar, e ainda facilitam a logística das escolas e das famílias."
Tendo consciência das dificuldades de manter uma alimentação balanceada e do impacto que a falta dela pode causar, a Merendô! criou barrinhas de frutas feitas com ingredientes naturais e minimamente processados, a fim de oferecer praticidade sem abrir mão da qualidade nutricional. Em uma rotina escolar que exige agilidade, ter uma opção assim disponível faz diferença, tanto para quem serve quanto para quem come. A empresa distribui os produtos para 1500 crianças de escolas públicas de quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
"Quando pensamos em aprendizagem, precisamos olhar para a criança de forma integral", conclui Andressa Meira. "Sono, saúde emocional, atividade física e alimentação fazem parte desse processo. Uma alimentação equilibrada ajuda a criar melhores condições para que a criança aprenda, se desenvolva e tenha qualidade de vida, dentro e fora da escola."

