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Foto: Gilson Teixeira/ Divulgação No Tocantins empresa ainda faz lentamento de adesão à greve No Tocantins empresa ainda faz lentamento de adesão à greve

Os trabalhadores das agências dos Correios no Tocantins aderiram à greve geral da categoria que teve início nesta segunda-feira, 12. Segundo o presidente do sindicato dos servidores dos correios no Tocantins, José Aparecido Rufino, os trabalhadores vão acompanhar às 14h de hoje na sede do sindicato o julgamento da ação referente ao plano de saúde da categoria no Tribunal Superior do Trabalho (TST.) “Nós vamos nos reunir e assistir o julgamento. Depois vamos fazer uma assembleia para avaliar se continua a greve ou não.” Informou Rufino.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect,) a greve foi motivada por alterações no plano de saúde da empresa púbica, que preveem a retirada de dependentes dos planos e o pagamento das mensalidades pelos servidores. O plano de saúde também poderá sofrer reajustes, chegando até a R$ 900, a depender da idade do segurado. A Fentect ressalta que o valor é inviável, já que alguns servidores recebem apenas R$ 1,6 mil por mês.

Rufino disse ainda que a empresa também tem cancelado as férias dos servidores por dois anos consecutivos e há três anos não faz reajustes salariais, nem mesmo a reposição da inflação.

Ainda segundo a Fentect, a gestão da estatal tem promovido ao longo dos anos um “desmonte da empresa.” Já em 2018 o cargo de Operador de Triagem e Transbordo foi extinto, prejudicando o movimento do fluxo postal interno. A empresa anunciou também a redução da carga horária e os salários dos trabalhadores administrativos, como reflexo da reforma trabalhista. Para piorar a situação, a empresa também anunciou o fechamento de mais de 2500 agências próprias, por todo o Brasil.

Em nota encaminhada à imprensa a administração dos Correios no Tocantins informou que no estado 92,04% do efetivo total está presente e trabalhando. As agências de Ananás, Angico, Centenário, Cristalândia, Fortaleza do Tabocão, Piraquê, Recursolandia e  São Bento do Tocantins estão fechadas devido à paralisação.

Confira abaixo a nota na íntegra.

A greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados. Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada para a próxima segunda-feira (12) pelos trabalhadores, foi discutida exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos".

Por: Adenauer Cunha

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