Conexão Tocantins - O Brasil que se encontra aqui é visto pelo mundo
Estado

Foto: Angélica Lima

Apesar do governo ter divulgado ainda no mês de maio que estaria em negociação para regularizar os repasses em atraso do Plansaúde com médicos, clínicas, consultórios e hospitais para retomar o atendimento em todo o Estado, episódios de falta de atendimento pelo plano de saúde dos servidores estaduais ainda continuam a acontecer.

Um beneficiário do Plansaúde denunciou ao Conexão Tocantins que teve um pedido de realização de cirurgia negado. O advogado Florismar de Paula Sandoval é dependente da esposa que é servidora pública do Estado e precisa fazer o procedimento para retirar um cateter urinário e também remover um tumor na bexiga. Ao procurar o Plansaúde para obter a autorização ele relata que uma servidora responsável pelas cotações dos preços dos materiais teria negado o pedido porque o governo não estaria pagando os fornecedores que se recusam a continuar fornecendo os materiais para cirurgias.

“A servidora me falou que a Unimed (Centro-Oeste) não liberaria minha cirurgia porque o Estado não está pagando os fornecedores há nove meses. Eu pedi algum documento para comprovar que eles estavam me negando atendimento e poder ir à justiça para garantir o tratamento, mas nem isso eles me deram”, relatou o beneficiário.

Negociações

Os débitos do governo com os prestadores de serviço do Plansaúde foram negociados e estão em dia, foi o que informou o Sindicato dos Médicos (Simed). Ainda no mês passado o governo fez o pagamento de três parcelas atrasadas e nesta sexta-feira, 8, segundo o Simed, foi pago mais R$ 1,1 milhão. Até o dia 15 de junho o estado deverá quitar os valores referentes aos meses de novembro e dezembro de 2017. Os valores em atraso desde outubro de 2017 eram de R$ 7.712.234,43, somente com médicos (pessoa física).

O Conexão Tocantins não conseguiu contato com o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindessto), mas a informação repassada pela assessoria de comunicação da Secretaria da Administração (Secad) é de que os débitos com pessoa jurídica também foram negociados e os pagamentos estão sendo cumpridos. Não há relatos de suspensão de atendimento por parte da rede credenciada.

Posição do Governo

A respeito do caso específico do beneficiário citado nesta reportagem a Secretaria Estadual da Administração (Secad) informou que está verificando o que pode ter acontecido para que o paciente tivesse o atendimento negado. 

A Secad informa que os débitos com os prestadores de serviços do Plansaúde foram negociados e seguem com o pagamento de acordo com os prazos previstos. "Desse modo, o atendimento ao segurado encontra-se normalizado até o presente momento", informa a Secad.

A pasta ainda informa que, em caso de negativa de atendimento pela operadora os segurados devem procurar mais informações junto ao Plansaúde.