Polí­tica

Foto: Divulgação

O pré-candidato à presidência da República pelo MDB, Henrique Meirelles, esteve hoje em Palmas onde participou de um evento com lideranças regionais do partido. Em um primeiro momento Meirelles teve uma reunião reservada com a cúpula do MDB regional, entre os presentes estavam o  ex-governador Marcelo Miranda, o presidente do partido Derval de Paiva, Brito Miranda e outras figuras políticas. “Foi uma recepção, uma conversa para recebê-lo e também tratar do apoio à pré-candidatura dele [Meirelles] no Tocantins”, comentou um dos assessores que aguardava ao lado de fora.

Ao fim da reunião Meirelles falou rapidamente com a imprensa antes de seguir para um evento público que o aguardava. Ex-ministro da Fazenda do governo de Michel Temer por quase dois anos, Meirelles aposta mesmo é no nome de outro político para “fincar” sua candidatura, o do ex-presidente Lula, de quem Meirelles foi presidente do Banco Central por oito anos. Ele aposta nos espólios do crescimento econômico experimentado na era Lulista como forma de viabilizar sua candidatura e popularidade ainda tímida, de apenas 1%, segundo as últimas pesquisas.

Quando questionado sobre como pretende viabilizar sua candidatura, Meirelles coloca o legado econômico na mesa. “Minha candidatura é muito fácil de ser viabilizada porque as pessoas conhecem o que eu já fiz, conhecem o fato de que todo aquele progresso que houve no governo do Lula, por exemplo, foi porque eu era presidente do Banco Central, liderei a equipe econômica e coloquei o Brasil para crescer. Depois voltei ao governo, agora com o presidente Temer… o Brasil na maior recessão da história, uma crise econômica enorme, de novo estamos retirando o Brasil da crise”, disse o presidenciável.

Aos 72 anos e costas curvadas, a aparência de Meirelles muda ao arquear as sobrancelhas, e levantar os ombros para dizer em tom jovial “chama o Meirelles”, uma hastag que estampa seu material de pré-campanha e que ele se esforça para tornar um jargão. “Naquela época eu estive oito anos lá e todos puderam sentir o resultado, o crescimento, renda, inflação controlada e emprego. Agora não... foi muito pouco, então precisamos de mais quatro anos. No momento em que o eleitor toma conhecimento da minha história, minha história com o Lula e agora com o Temer… naquela época nós tiramos 60 milhões de brasileiros da pobreza e colocamos na classe média”, disse, soando mais como um lulista que um emedebista.

Meirelles, ao centro, foi recebido pela cúpula medebista do Tocantins (Foto: Adenauer Cunha)

Rejeição

Apesar de ser um nome mais conhecido entre o mercado econômico e jornalistas que entre o povo em geral, Meirelles aposta no crescimento da sua popularidade. E mesmo com um discurso mais alinhado mais à direita do espectro político, com falas que afagam mais o mercado que os anseios da população, o presidenciável não se diz um político extremista e aposta nisso para crescer nas pesquisas.

Quando confrontado com o resultado da campanha suplementar para governador no Tocantins - na qual 51,83% dos eleitores votaram nulo, branco ou se abstiveram -  Meirelles diz que o resultado não o assusta. “As pessoas já mostraram hoje que não querem candidatos extremos. Isso aconteceu também em Minas Gerais com 60% de pessoas que não se manifestaram e não votaram em ninguém. Agora a maioria também está assim porque não quer votar na extrema direita ou na extrema esquerda. No momento em que minha história, o que eu fiz pelo País é levado ao conhecimento destas pessoas a segurança é de que isso vá mudar completamente, nós teremos a maioria”, disse.

Pelo Tocantins

“Sou quase um tocantinense”, diz o político que é natural de Goiás e promete investimentos para o Tocantins. “Eu vou trazer pro Tocantins crescimento e emprego, renda e desenvolvimento com estradas e a reativação da ferrovia norte-sul. Vou trazer empresas e indústrias para o estado, desenvolver a pecuária e a agricultura que estão num momento difícil com preços baixos. Temos condições de fazer polícias que gerem um crescimento enorme”, pontuou Meirelles.

O presidente regional do MDB, Derval de Paiva, declarou - sem tom de compromisso - que está otimista quanto às intenções de Henrique Meirelles e seu pleito à presidência da república. “Hoje nós estamos conhecendo e sanando algumas curiosidades sobre o [pré]-candidato, mas temos simpatia por seu histórico e trabalho”, declarou.

“Nós estamos juntos e vamos ganhar a eleição. Estamos fazendo visitas e vamos caminhar para a vitória. Vamos transformar esse centro do Brasil em um grande centro de desenvolvimento do mundo. E eu tenho certeza de que o povo do Tocantins vai se orgulhar.”. Finalizou Henrique Meirelles.