Polí­tica

Foto: Divulgação Vereador Folha Filho deve se entregar hoje à polícia Vereador Folha Filho deve se entregar hoje à polícia

Apenas 4 pessoas investigadas pela Polícia Civil na Operação Jogo Limpo ainda continuam presas. Dezoito investigados que tiveram prisão temporária decretada já estão livres, entre elas o vereador Rogério Freitas (PMDB) e o ex-vereador Wadson da Agesp, que deixaram a carceragem neste domingo, 5. Outras duas pessoas também foram liberadas na noite de ontem.

Além dos 4 soltos no domingo, outras 15 pessoas foram ouvidas entre sexta-feira e sábado, destas, 14 foram liberadas e uma prisão preventiva foi convertida em prisão domiciliar. Segundo a Polícia Civil, as quatro pessoas que ainda estão presas deverão ser ouvidas nesta segunda-feira, 6, até o fim do dia.

A polícia cumpriu 23 dos 26 mandados de prisão em aberto. Ainda estão foragidos da justiça o presidente da Câmara Municipal de Palmas, vereador José do Lago Folha Filho (PSD), o também vereador Major Negreiros (PSB) e Fernando Fagundes , ex-assessor direto do Gabinete da Secretaria de Governo do Município - Gestão Adir Gentil - identificado pela polícia como operador do esquema.

A defesa do vereador Folha Filho disse que o parlamentar deverá se apresentar ainda hoje à polícia até o fim do dia. Por telefone o advogado Paulo Roberto Silva disse que ainda está procurando se inteirar do conteúdo do inquérito policial antes que seu cliente se apresente. Segundo ele, o vereador não tem nenhum interesse em obstruir a justiça.

Já o vereador Major Negreiros continua em viagem fora do País e só deverá chegar no meio desta semana para se apresentar à polícia.

Entenda

Os políticos são acusados pela polícia de desvio de dinheiro público da ordem de R$ 7 milhões em um esquema que envolvia o uso de empresas e entidades fantasmas que emitiam notas fiscais frias para lavar o dinheiro que, por fim, iria financiar as campanhas eleitorais.

Com quatro núcleos de operação bem definidos, a organização criminosa desviava os recursos da Fundação Municipal de Esportes (Fundesportes) e também da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais da Prefeitura de Palmas, na gestão do ex-prefeito Carlos Amastha (PSB), que renunciou ao cargo para se candidatar ao Governo do Estado.

A primeira fase da operação ocorreu no início deste ano quando foram cumpridos 24 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão. A primeira fase investigava uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro que, através de organizações não governamentais fantasmas (ONGs), federações e empresas, desviava dinheiro público. Foram 10 instituições envolvidas. Dez empresas e entidades investigadas confessaram à polícia o uso de notas frias para lavar o dinheiro desviado. 

 Equipes da Polícia Civil no interior do prédio da Câmara de Palmas na última sexta, dia 3

A segunda fase da operação aconteceu na última sexta-feira, 3. Equipes da Polícia Civil amanheceram na sede da Câmara de Palmas na sexta-feira em cumprimento aos mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela justiça.

 Equipes da Polícia Civil na entrada do prédio da Câmara de Palmas na última sexta, dia 3