Polí­tica

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O vice-governador do Tocantins e candidato à reeleição Wanderlei Barbosa (PHS) rebateu nesta terça-feira, 11, as acusações do candidato Carlos Amastha de que o Governo do Estado pode acabar com o Plansaúde. Wanderlei lamentou que, na falta de propostas, a campanha do ex-prefeito tenha que apelar para fake news no horário eleitoral.

De acordo com Wanderlei Barbosa, ao contrário de acabar, a gestão de Mauro Carlesse (PHS) tem fortalecido o Plansaúde. “Quando assumimos o Governo, já existia um processo licitatório em curso, porém não havia sido finalizado. Para que não houvesse interrupção no atendimento dos usuários, nós negociamos com a Unimed Centro-Oeste e a empresa continuou a operacionalização até a conclusão da licitação. Deste modo, o Plansaúde manteve o atendimento regularmente”, explicou.

Com a finalização do processo licitatório, o Governo assinou contrato com a empresa Infoway. Wanderlei destacou que a medida chegou a ser elogiada pela Defensoria Pública do Estado (DPE), que disse que a mudança vai melhorar o atendimento e garantir economia aos cofres públicos. “Em relação à taxa de administração, o Governo conseguiu uma redução na operacionalização de cerca de 50%, passando de mais de R$ 1,2 milhão que era passado para a Unimed Centro-Oeste para cerca de R$ 650 mil que será pago para a Infoway. Essa diferença será repassada em melhorias para os usuários”, afirmou.

Wanderlei lembrou também que, além de não haver aumento para os usuários, o Governo Carlesse desde que assumiu o Estado já pagou R$ 111 milhões aos prestadores de serviços do Plansaúde. “O restante da dívida do Plansaúde está sendo negociado pelo Governo com a mediação dos órgãos do Poder Judiciário”, disse.

Cronologia do Plansaúde

- 07 de novembro de 2017 (Gestão Marcelo Miranda) - Polícia Federal faz operação que atinge o Plansaúde: A operação Marcapasso mostrou um esquema de superfaturamento no setor de cardiologia. Depois disso, o governo suspendeu pagamentos de procedimentos cardiológicos.

- 13 de novembro de 2017 (Gestão Marcelo Miranda) - O governo do Estado decidiu não renovar com a Unimed Centro-Oeste. A decisão ocorreu durante reunião da comissão de reestruturação do plano em Palmas. O contrato com a Unimed Centro-Oeste venceria no dia 12 de janeiro de 2018. Na época, o Governo do Estado foi a própria empresa que manifestou o interesse em não renovar. Os prestadores de serviços cobravam uma dívida de R$ 73 milhões da gestão de Marcelo Miranda.

- 31 de janeiro de 2018 (Gestão Marcelo Miranda) – O governo do Estado prorrogou por mais 60 dias o contrato para a Unimed Centro-Oeste continuar administrando o Plansaúde. A cooperativa deveria administrar o plano dos servidores públicos até o fim de março. Os prestadores de serviço cobram cerca de R$ 100 milhões do Estado em dívidas.

- 31 de março de 2018 (Gestão Mauro Carlesse)  Ao assumir o Governo, Carlesse prorrogou o contrato com Unimed Centro-Oeste em até 12 meses, uma vez que a gestão do governador cassado Marcelo Miranda não havia concluído o processo licitatório. Para não ocorrer a descontinuidade dos serviços do Plansaúde, o governador Mauro Carlesse solicitou a Unimed Centro Oeste-Tocantins concordou em prorrogar o contrato que venceria neste sábado, 31 de março.

- 24 de agosto de 2018 (Gestão Carlesse) – Em apenas 120 dias à frente do Governo do Estado, o governador Mauro Carlesse (PHS), já pagou R$ 111 milhões aos prestadores de serviço do Plansaúde. Antes de Carlesse assumir o Governo, o usuário do Plansaúde enfrentava constrangimentos e negativas de atendimentos, devido à falta de repasses aos prestadores de serviço.  

O montante de serviços pagos foi direcionado aos prestadores de pessoa física, jurídica, remoções, liminares, intercâmbios (atendimentos fora do estado), serviços odontológicos (Prodent) e taxas de administração (Unimed Centro-Oeste). Os valores foram faturados por todos os prestadores e devidamente auditados e liberados para pagamento.