Polí­tica

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A Justiça Eleitoral suspendeu nesta terça-feira, 18, mais uma propaganda irregular do candidato ao Governo do Estado, Carlos Amastha (PSB). De novo, o ex-prefeito de Palmas “invadiu” o horário eleitoral gratuito reservado aos candidatos a deputado estadual na TV. O programa foi ao ar na tarde dessa segunda-feira, 17.

“A mídia apresentada tem duração de 3’20’ [três minutos e vinte segundos], sendo que a vinheta com o número 40 aparece sete vezes, caracterizando indubitavelmente invasão de propaganda ao cargo de governador nas propagandas destinadas aos candidatos a deputados estaduais”, constatou o juiz eleitoral João Rigo Guimarães.

Para o magistrado, a propaganda em questão foge à regra prevista na Lei das Eleições [Lei 9.504/97], que proíbe os partidos políticos e coligações de incluírem no horário destinado aos candidatos às eleições proporcionais propaganda das candidaturas a eleições majoritárias ou vice-versa. “Ante o exposto, concedo a tutela de urgência requerida, determinando a imediata suspensão da veiculação da propaganda impugnada”, decidiu.

Irregularidades

Esta é a quinta vez, nestas eleições, que a Justiça Eleitoral suspende propaganda irregular de Amastha, a segunda por “invasão” do tempo de TV destinado aos candidatos a deputado estadual de sua coligação. Ele já fez uso indevido de horário destinado a candidatos a deputado federal e senadores. 

A coligação do candidato à reeleição Mauro Carlesse (PHS) ainda acusa Amastha de manipular notícia sobre a situação de hospitais públicos. Nesta última segunda-feira, Amastha utilizou seu tempo no programa eleitoral da TV para explorar a dor de uma mãe que perdeu seu filho há mais de um ano, devido a um suposto erro médico que teria acontecido no Hospital Materno de Gurupi, anexo ao Hospital Regional (HRG).

No programa eleitoral, Amastha utiliza o depoimento da mãe da criança, Fabiana Evangelista Ferreira, para jogar a culpa do ocorrido no recém-eleito governador do Tocantins, Mauro Carlesse, que na época do ocorrido era deputado estadual.

A negligência acusada pela campanha de Amastha aconteceu na gestão do governador cassado Marcelo Miranda (MDB), atual aliado do candidato do PSB ao Governo do Tocantins. Segundo a coligação de Mauro Carlesse, ao tentar confundir a população com o caso, Amastha demonstra não apenas o desrespeito com a dor da mãe da criança, mas também busca confundir a opinião pública descaracterizando a realidade. 

A matéria sobre o caso de Júlio Henrique Barbosa Ferreira, de um ano e sete meses, foi publicada pelo site Atitude Tocantins, em 12 de agosto de 2017, com o título “Criança com queimadura na mão morre um dia após ser internada em Hospital de Gurupi”.