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Estado

Foto: Francisca Coelho/Dicom MPTO

Foto: Francisca Coelho/Dicom MPTO

A procuradora de Justiça Vera Nilva Álvares Rocha Lira tomou posse nesta segunda-feira, 18, no cargo de ouvidora do Ministério Público do Tocantins (MPTO), para mandato de dois anos. A solenidade foi realizada durante sessão do Colégio de Procuradores de Justiça do MPTO.   

Ao assumir o cargo, Vera Nilva destacou a importância da Ouvidoria como porta de entrada para cidadãos que buscam apoio institucional e afirmou que o órgão precisa atuar de forma acolhedora e acessível.

“Às vezes, as pessoas já bateram em várias portas e têm aqui, o Ministério Público, como a última tábua de salvação. E nós temos que atender bem, seja para tentar resolver a demanda ou apenas para encaminhar para um local onde aquela questão possa ser solucionada”, afirmou.

A nova ouvidora também defendeu uma atuação mais próxima da sociedade e ressaltou que a Ouvidoria deve estar presente nos espaços públicos para ampliar o diálogo com a população.

Foto: Francisca Coelho/Dicom MPTO

“A Ouvidoria precisa estar onde o povo está. Nós já estivemos na Agrotins na semana passada divulgando o trabalho do Ministério Público e isso foi muito importante”, pontuou.

Durante o discurso, Vera Nilva afirmou que aceitou o desafio de assumir a função para colaborar com o fortalecimento institucional do MPTO, mesmo diante da sobrecarga enfrentada pelos membros da instituição.

“Eu sei que todos estão acumulando muita coisa e estão assoberbados. Resolvi assumir essa função para auxiliar mesmo. Nós precisamos que o Ministério Público seja fortalecido e ressoe junto à comunidade como uma instituição proativa e resolutiva”, declarou.

A procuradora também destacou o caráter democrático da escolha para o cargo de ouvidor no MPTO. “Em muitos Ministérios Públicos o ouvidor é nomeado. Aqui, tudo é feito via eleição. Isso nos dá segurança institucional e fortalece a democracia interna”, ressaltou.

O procurador-geral de Justiça Abel Andrade Leal Júnior afirmou que Vera Nilva possui trajetória marcada pela simplicidade, dedicação e forte atuação institucional. “Sempre tive a honra de falar isso de coração. A doutora Vera sempre foi um exemplo para mim. Uma pessoa simples, humilde, querida entre membros, servidores e familiares, com uma energia incalculável dentro da instituição”, afirmou.

Abel Andrade também destacou a confiança na nova gestão da Ouvidoria. “Não tenho dúvidas de que a senhora vai exercer essa missão com maestria, como sempre fez em todas as funções que ocupou no Ministério Público do Tocantins”, declarou.

Representante do Colégio de Procuradores, a procuradora de Justiça Maria Cotinha Bezerra Pereira ressaltou a experiência acumulada por Vera Nilva ao longo de mais de três décadas de atuação no MPTO. “Não há quem duvide da sua capacidade, da sua serenidade e da sua entrega à causa pública”, afirmou.

O Ministério Público só é forte quando é reconhecido como a voz da sociedade. Quanto mais o cidadão se sente ouvido, mais a instituição se legitima”, complementou

Durante a solenidade, o presidente da Associação Tocantinense do Ministério Público, o promotor de Justiça Francisco José Pinheiro Brandes Júnior, também destacou o perfil humano e acolhedor da nova ouvidora. “Depois de 35 anos de Ministério Público, nada melhor do que uma pessoa com esse perfil ocupar a nossa Ouvidoria”, disse.

A sessão solene de posse foi conduzida pelo procurador-geral de Justiça e presidente do Colégio de Procuradores, Abel Andrade Leal Júnior.   

Trajetória e pioneirismo

Natural de Potirendaba (SP), Vera Nilva iniciou seus estudos em escola rural e construiu, desde cedo, uma trajetória marcada pela valorização da educação. Formada em Direito pela Universidade de Mogi das Cruzes, encontrou na carreira ministerial seu propósito profissional, inspirada por professores que atuavam no Ministério Público.

Ingressou no MPTO em 1990, após aprovação no primeiro concurso da instituição. Atuou inicialmente em Miracema do Tocantins, com passagens também pelas comarcas de Peixe e Pedro Afonso. Em Palmas, trabalhou na Promotoria da Fazenda Pública e foi promovida a procuradora de Justiça em 1997.

Ao longo da carreira, exerceu funções estratégicas, como Procuradora-Geral de Justiça e Corregedora-Geral do Ministério Público do Tocantins por duas vezes, coordenadora dos Centros Integrados do MP, secretária do Colégio de Procuradores de Justiça, coordenadora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional - Escola Superior do Ministério Público do Estado do Tocantins e Subprocuradora-Geral de Justiça.

Sua atuação também se destaca na defesa dos direitos das mulheres, tendo sido responsável pela criação do Caop da Mulher e pela presidência do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim).