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Esportes

Foto: Divulgação @aleksanderoficial

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O xadrez vem ganhando cada vez mais espaço no Tocantins, graças a ações coordenadas entre a Federação Tocantinense de Xadrez (FTX) e parceiros locais. O diretor de Comunicação da FTX, Aleksander Costa Pinto, usa suas redes sociais @aleksanderoficial e parcerias institucionais para divulgar eventos e projetos — de campeonatos universitários a iniciativas para crianças – ampliando o alcance do esporte. 

Um exemplo recente é o I Torneio de Xadrez Rally das Águas em Itacajá (16 e 17 de julho), que atrai enxadristas de todo o país e integra a agenda do tradicional Rally das Águas. Neste contexto, destaca-se o esforço de envolver jovens, escolas e entidades públicas (como Polícia Militar) para mostrar o impacto social do xadrez: maior concentração, disciplina e até auxílio no desempenho escolar.

História e contexto do xadrez no Tocantins

Embora relativamente novo como estado, o Tocantins desenvolve desde a década passada uma cultura enxadrística crescente. A FTX, sediada em Palmas, organiza circuitos e campeonatos estaduais que reúnem centenas de atletas. Em 2023–2026, ocorreram diversas etapas do Circuito Tocantinense de Xadrez Rápido e campeonatos oficiais, marcando a participação de estudantes, amadores e mestres. A própria UFT (Universidade Federal do Tocantins) tem sido parceira frequente: por exemplo, em abril de 2023 realizou, junto com a FTX, o Campeonato Tocantinense de Xadrez com etapas universitárias.

O presidente da FTX, Raimundo Eudes, ressalta que essas iniciativas visam integrar “toda a comunidade (acadêmica e público externo) e difundir o xadrez no Tocantins”. Além disso, ele destaca os benefícios cognitivos e sociais do jogo: “o xadrez desenvolve aptidões cognitivas, emocionais e sociais. Sendo assim, representa uma ferramenta valiosa para o crescimento e o aprendizado, trazendo inúmeros benefícios para a mente de crianças, adultos e idosos”, destaca. 

Esses esforços bilaterais (FTX + UFT) ajudam a aumentar o número de praticantes e a colocar Tocantins no mapa do xadrez nacional.

Projetos sociais e juvenis

Grande parte da difusão recente do xadrez passa por iniciativas voltadas à infância e adolescência. Em 2024 a FTX e a Polícia Militar do Tocantins promoveram um evento especial em Palmas dedicado ao público jovem. No Clube dos Oficiais, foram oferecidas atividades de xadrez, educação ambiental e até apresentações do grupo de operações com cães da PM. O tenente-coronel João Leyde (PMTO) declarou que a ação informava crianças e adolescentes sobre “atividades esportivas do xadrez” e outras iniciativas preventivas da corporação. Este torneio infantil exigiu idade mínima de 8 anos e cobrou R (ou 2 kg de alimentos) na inscrição, unindo esporte e solidariedade.

Também no âmbito escolar, o projeto de extensão da UFT “Liga Acadêmica de Xadrez” (2024) tem levado o jogo às comunidades. Sob supervisão de professores, alunos dão aulas de xadrez em escolas públicas — inclusive com o programa “Xadrez Kids” aos sábados para novos talentos mirins. Segundo reportagem da UFT, o projeto já mobiliza mais de 200 pessoas e conta com apoio da própria FTX, além de parcerias com escolas e laboratórios de tecnologia. O objetivo é claro: divulgar o esporte, integrar os alunos e estimular o aprendizado através do xadrez. Na mesma linha, associações civis também abraçam o esporte: o Tenente-Coronel De Souza, presidente do Clube dos Oficiais (AOMETO), agradeceu publicamente “a parceria da Federação Tocantinense de Xadrez” ao sediar o IV Festival de Xadrez para iniciantes. Esses eventos locais reforçam que o xadrez é visto como ferramenta de desenvolvimento e lazer em diversas faixas etárias.

O trabalho de Aleksander Costa Pinto

No centro dessas ações está Aleksander Costa Pinto, jornalista e gestor de projetos culturais, hoje diretor de Comunicação e Parcerias da FTX. Por meio de seu perfil @aleksanderoficial e da rede da FTX, ele divulga notícias, resultados e detalhes sobre torneios. Em entrevistas a veículos locais, destaca o caráter educativo do xadrez. Em maio de 2023, ao comentar o Campeonato Tocantinense realizado na UFT, Aleksander afirmou que o esporte é “ferramenta poderosa de auxílio terapêutico-pedagógico” capaz de melhorar saúde mental, foco e disciplina. Junto com o presidente Raimundo Eudes, Aleksander tem participado de inaugurações de espaços de xadrez e eventos especiais: por exemplo, em junho de 2023 eles organizaram uma simultânea no ginásio da FTX em Palmas com o campeão nacional Diógenes Nunes, convidando publicamente o público para esse “evento de tirar o fôlego”.

Aleksander também coordena calendários de competições. Pelas redes da FTX, ele anuncia circuitos estaduais (como o Circuito Tocantinense de Xadrez Rápido) e apoia torneios universitários e escolares. Sua experiência em comunicação ajuda a formalizar parcerias. Segundo ele, envolver o xadrez em atividades escolares e comunitárias traz “inúmeros benefícios para a mente” de crianças e jovens, fortalecendo um discurso educativo que vem ganhando espaço nas políticas de esporte local.

Torneio de Itacajá (Rally das Águas)

 Um exemplo recente do alcance dessas ações é o I Torneio de Xadrez Rally das Águas, que será disputado em Itacajá (TO) nos dias 16 e 17 de julho de 2026. A competição, inédita no município, será disputada em ritmo rápido (lâmpada) e valerá pontos nos rankings da FIDE (internacional) e da CBX (Confederação Brasileira de Xadrez), atraindo tanto enxadristas locais quanto de outras regiões. A premiação total anunciada é de R$ 2.000,00, com valores destinados à categoria aberto do torneio. As inscrições custam R$ 25,00 mais 3 kg de alimento não perecível (doados a projetos sociais) e podem ser feitas online por formulário — o regulamento já está disponível no site da Prefeitura de Itacajá. A organização do torneio é da própria FTX, em parceria com a Prefeitura e Câmara Municipal de Itacajá e o Clube de Xadrez local.

Esse torneio integra a programação oficial do Rally das Águas, um evento anual de lazer e turismo da região. Para Aleksander e Eudes, promover um campeonato de xadrez no Rally reforça a ideia de que o jogo intelectual complementa as atrações locais. Conforme eles explicam, tratar-se-á de uma disputa de alto nível, onde “atletas buscam subir sua pontuação no ranking nacional e mundial”. 

Ao convidar competidores de outras cidades, a FTX mostra que vê o xadrez como esporte para todos — aquele que se joga em salão de eventos e também na beira da praia, como será a final na orla de Itacajá.