Conexão Tocantins - O Brasil que se encontra aqui é visto pelo mundo
Polí­tica

Em nota encaminhada à imprensa no final da tarde desta quinta-feira, 28, o PT afirmou que o que importa na discussão da indicação dos cargos federais no Tocantins não é o quantitativo e sim a preocupação do partido com o “desenvolvimento social”.

O partido informou ainda que discorda da metodologia utilizada pela bancada do Estado, liderada pelo senador João Ribeiro (PR) para a divisão dos cargos. “O Partido dos Trabalhadores acredita que a metodologiaque deve orientar a discussão sobre a composição dos órgãos federais deve passar pelos Partidos e não apenas pelos parlamentares e, acima de tudo, pelo compromisso com as políticas públicas, sem ignorar os diversos agentes da sociedade legitimados para debater o tema, a exemplo dos movimentos sociais de cada setor”, consta na nota.

Com relação ao fato do partido não ter elegido nenhum representante para deputado federal, o partido frisa que contribuiu diretamente para a vitória da presidente Dilma Rousseff somando mais de 60 mil votos para Deputado Federal e quase 300 mil votos para senador.

O presidente da legenda, Donizeti Nogueira está em Brasilia mas não falou ainda sobre o assunto. O partido ficou sem as indicações do Incra e do Instituto Chico Mendes no entanto no MDA o petista Darci Coelho irá assumir indicado pelo senador João Ribeiro (PR). Veja abaixo nota na íntegra.

Nota Esclarecimento

A Assessoria de Comunicação do Partido dos Trabalhadores do Tocantins esclarece que a posição do PT, quanto à composição dos órgãos federais no Estado, não se baseia apenas em um debate quantitativo, visando apenas ocupação de cargos, nomes e nomeações. Antes, porém, está sustentada na preocupação do Partido com o desenvolvimento do Brasil.

Em sintonia com as diretrizes do Governo Federal, o PT entende que é para a superação das desigualdades e erradicação da pobreza extrema que a Presidenta Dilma tem constantemente convocado os Partidos Políticos, os Movimentos Sociais, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e a sociedade em geral.

Neste sentido, discordamos da metodologia utilizada pela bancada tocantinense, pois prioriza as personalidades em detrimento das instituições partidárias, que são instrumentos pelos quais os parlamentares são eleitos para representar os interesses do povo. Por isso, o Partido dos Trabalhadores acredita que a metodologia que deve orientar a discussão sobre a composição dos órgãos federais deve passar pelos Partidos e não apenas pelos parlamentares e, acima de tudo, pelo compromisso com as políticas públicas, sem ignorar os diversos agentes da sociedade legitimados para debater o tema, a exemplo dos movimentos sociais de cada setor.

É importante ressaltar que embora o PT não tenha elegido Deputado Federal e Senador, seu resultado eleitoral contribuiu diretamente para eleição da Presidenta Dilma e dos deputados que se elegeram pela coligação Força do Povo, somando mais de 60 mil votos para Deputado Federal e quase 300 mil votos para Senador. No caso de deputado federal, o PT somou mais votos que outros partidos individualmente e angariou esforços para eleger esses parlamentares, que hoje fazem parte da bancada tocantinense e tentam desqualificar a importância do Partido no processo de discussão de composição.

Assim, reafirmamos que em defesa dos seus direitos o PT continuará buscando o diálogo de forma harmônica e independente, com o intuito de garantir o espaço por direito conquistado, contribuindo para a consolidação desse Governo, que tem como tarefa principal a erradicação da miséria e das desigualdades sociais. Visando ainda consolidar o modelo de desenvolvimento iniciado no governo Lula, que combina crescimento econômico e inclusão social, com sustentabilidade.

Por fim, reiteramos o respeito à autonomia dos movimentos sociais e o compromisso do Governo da Presidenta Dilma com as bandeiras de lutas do PT, em especial, a luta histórica pela Reforma Agrária contra os latifundiários ao longo de mais de 30 anos, em defesa dos trabalhadores (as) rurais e agricultores (as) familiares. Luta essa que para alguns custou a vida, a exemplo do saudoso petista Padre Josimo.