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Polí­cia

Foto: Divulgação

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Um relatório divulgado nessa sexta-feira, 17, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirma que os homicídios de crianças e adolescentes no Brasil dobraram em 20 anos. Segundo o documento, em 2013 foram registrados 10,5 mil assassinatos de adolescentes, mais do dobro dos 5 mil de 1993.

O Unicef informou que em 2013, por exemplo, 28 crianças e adolescentes foram mortos diariamente, mais de 1 por hora em todo o país. Com isso, o Brasil ocupou o segundo lugar na lista de nações com mais assassinatos de meninos e meninas menores de 19 anos no mundo.

O documento, lançado para marcar o aniversário de 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, mostra ainda que as crianças indígenas têm o dobro de chances de morrer antes de completar o primeiro ano de vida. Além disso, elas estão também entre os mais vulneráveis em áreas como a educação.

Escolas

O relatório do Unicef revelou que mais de 3 milhões de crianças e adolescentes brasileiros estão fora das escolas, a maioria de comunidades pobres indígenas e negras.

A mortalidade materna continua alta no país com mais de 61 mortes para cada 100 mil nascimentos. Os especialistas explicam que essas mortes ocorreram na hora do parto ou por complicações durante a gravidez.

Ao mesmo tempo, o documento cita que o Brasil registrou progressos significativos desde que a lei do estatuto foi adotada em 1990. Foram implementadas políticas e programas que asseguraram a sobrevivência e o desenvolvimento de milhões de meninos e meninas em todo o país.

O Unicef afirma que 93% das crianças e adolescentes brasileiros de quatro a 17 anos têm acesso à educação. Entre 1990 e 2013, o índice de menores que não frequentam uma sala de aula caiu de quase 20% para 7%.

Trabalho Infantil

A taxa de analfabetismo entre jovens de 10 a 18 anos também diminuiu, passando de 12,5% para 1,4% durante o mesmo período. A queda foi mais expressiva ainda entre os adolescentes negros.

Outro fator positivo foi a redução do trabalho infantil. O relatório afirma que o país se tornou referência internacional no combate a essa prática. Entre 1992 e 2013, o número de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos que realizavam algum tipo de trabalho caiu de 5,4 milhões para 1,3 milhão.

O Unicef diz que o trabalho infantil entre crianças de cinco a nove anos é praticamente inexistente, mas ainda pode ser visto na faixa etária entre 10 e 15 anos. (EBC)