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Equipes da Adapec durante captura de morcegos hematófagos.

Equipes da Adapec durante captura de morcegos hematófagos. Foto: Lenito Abreu

Foto: Lenito Abreu Equipes da Adapec durante captura de morcegos hematófagos. Equipes da Adapec durante captura de morcegos hematófagos.

Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) estarão no Tocantins para acompanhar as equipes de captura de morcegos da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), entre os dias 2 e 9 de agosto, na área indígena Apinajé, localizada no município de Tocantinópolis. O objetivo é realizar um trabalho de pesquisa sobre a circulação viral da raiva nas espécies de morcegos hematófagos, principal transmissor da doença na zona rural.

De acordo com o responsável pelo Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros (PECRH), José Emerson Cavalcante, os pesquisadores terão o apoio de técnicos da Agência com grande experiência no manejo desses morcegos e conhecimento das áreas que eles têm interesse. “Faremos a captura dessas espécies para que os pesquisadores façam o estudo por amostragem e obtenham as informações necessárias”, destaca.

Para o presidente da Adapec, Humberto Camelo, essa parceria fortalecerá as atividades que já são realizadas em todo o Estado visando o controle e a prevenção da doença. “O resultado do estudo pode fornecer informações relevantes sobre a circulação do vírus rábico em morcegos na área indígena, com isso, será mais um suporte para direcionarmos nossos trabalhos”, ressalta. 

Raiva em herbívoros

A raiva é uma doença incurável, causada pelo vírus lissavírus, que infecta mamíferos, principalmente bovinos, equinos, suínos, cães, gatos, morcegos e o homem. A raiva em herbívoros apresenta sintomas como isolamento, perda de apetite, salivação abundante e espumosa, tremores musculares, paralisia e hipoestesia (perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo), entre outros, levando à morte o animal.

O principal transmissor da doença é o morcego hematófago, pois quando infectado veicula o vírus rábico em sua saliva, transmitindo-o aos herbívoros ao sugarem o sangue desses animais. Por isso, se faz necessário o controle populacional dessa espécie para prevenir e controlar a doença.