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Polí­cia

Foto: Divulgação/ Prefeitura de Miracema

A morte do prefeito de Miracema, Moisés Costa da Silva, completa dois meses na próxima terça-feira, 30, e até o momento a polícia não apontou nenhum possível suspeito pelo crime. Para cobrar agilidade nas investigações, o atual prefeito da cidade, Saulo Milhomem, enviou à Delegacia de Homicídios de Palmas (DHPP), que é responsável pelas investigações, um documento no qual cobra especial atenção da autoridade policial na elucidação do caso.

Milhomem manifesta ainda preocupação na demora pelo esclarecimento do crime, identificação e prisão dos responsáveis. “Embora reconheçamos os esforços até aqui empenhados pela equipe de segurança nas investigações, ressaltamos nossa preocupação com a demora no esclarecimento desse crime, fato que traz angústia medo e especulações das mais variadas formas", disse o prefeito na nota.

No documento Saulo Milhomem diz ainda que a não elucidação do caso tem alimentado a criação de boatos e especulações que circulam na cidade, colocando em cheque a idoneidade de pessoas que não têm ligação com o caso. Ele se diz ainda preocupado com a própria segurança e de sua família, “visto que diante dos boatos que circulam, tais fatos poderiam colocar em risco nossa integridade física dada a grave comoção social causada pelo homicídio do prefeito Moisés".

Diante da gravidade dos fatos e a necessidade de esclarecimento identificação e punição dos autores "servimo-nos do presente para pedir a vossa excelência que determine a reunião de todos os esforços possíveis, se necessário for, com o aumento do efetivo humano e tecnológico à disposição das equipes de investigação a fim de que este crime seja esclarecido com a necessária agilidade"

O Prefeito conclui dizendo que tem "a convicção de que a sociedade respirará mais tranquila com a identificação e punição dos responsáveis cessando a onda de boataria e a instabilidade que hoje impera no seio de nossas famílias miracemenses".

Entenda

Moisés Costa da Silva, o Moisés da Sercon, como era conhecido, foi encontrado morto dentro de sua caminhonete em uma estrada de terra entre Miranorte e Rio dos Bois no dia 30 de agosto. O corpo estava no banco do passageiro, com uma arma próxima e uma marca de tiro na cabeça.

Naquele dia o prefeito havia se dirigido à cidade vizinha de Miranorte, acompanhado de alguns funcionários da prefeitura, para fazer uma visita ao prefeito da cidade, Antônio Carlos Martins (MDB). Após deixar os servidores em um posto de combustíveis, Moisés seguiu para a reunião com o colega, mas não retornou. O corpo foi encontrado horas depois.

No início das investigações a polícia trabalhava com três hipóteses: suicídio, latrocínio e homicídio. Após a divulgação dos laudos periciais no corpo, no local e na arma do crime as hipóteses de suicídio e latrocínio foram descartadas. Entretanto, até o momento, a polícia não apontou nenhum suspeito ou motivação do crime.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que todas as técnicas investigativas disponíveis têm sido empregadas na elucidação do caso e que dezenas de testemunhas já foram ouvidas, além de diversas diligências realizadas a fim de desvendar o crime. Porém, nenhum prazo foi dado para a conclusão das investigações.