Polí­cia

Moisés foi morto em agosto de 2018

Moisés foi morto em agosto de 2018 Foto: Divulgação/ Prefeitura de Miracema

Foto: Divulgação/ Prefeitura de Miracema Moisés foi morto em agosto de 2018 Moisés foi morto em agosto de 2018

A família do prefeito de Miracema do Tocantins, Moisés Costa da Silva, morto em agosto do ano passado, continua sem respostas, suspeitos ou sequer motivação para o crime. O irmão de Moisés, Fidel Costa, disse que o clima entre os parentes é de tristeza e revolta devido à falta de respostas após 7 meses do crime. “São sete meses como se parasse no tempo, não conseguimos dormir direito e não temos mais os almoços em família como antes, porque o medo e a incerteza tomaram conta da gente. Quando acontece um assassinato como esse, não só a vítima perde a vida, mas um pedaço da família também é levado. Já perdemos muitos entes, tudo doí, mas a gente se conforta. Agora no caso do Moisés é também a incerteza, porque a gente não sabe o que aconteceu, diante de tudo isso a família fica despedaçada. É uma dor sem tamanho”. Declarou o irmão.

Fidel diz ainda que sempre que procura a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) a resposta é de que a investigação continua em segredo de justiça, mas que já existiria uma linha concreta no caso.

Cobrança

No mês de janeiro a família de Moisés conseguiu se reunir com o secretário Cristiano Barbosa Sampaio e demais responsáveis pela investigação, que garantiram na ocasião que o caso estava em andamento e bem adiantado.

Família da vítima em reunião com cúpula da SSP em janeiro deste ano (Foto: Marcelo Guedes)

Entretanto, para Fidel, a única sensação possível é a de incerteza. “Quando se completaram seis meses fizemos uma cobrança para que se melhorasse a infraestrutura da polícia, porque notamos que havia falta tanto de pessoal, como de tecnologia e inteligência. Fizemos essa cobrança não só porque Moisés era uma pessoa pública, mas por todas as famílias que passam pela mesma dor”, diz.

Além da cobrança direta, a família também protocolou no Ministério Público Estadual (MPE) um documento contendo as reivindicações para o andamento do caso. Diante das manifestações, a SSP comprometeu-se a colocar mais um delegado na condução do caso e agentes disponíveis para as investigações. “Passado mais de um mês que recebemos estas promessas, a secretaria ainda não havia colocado um delegado extra no caso. Somente na última sexta-feira é que tivemos o conhecimento de que mais um delegado estaria colaborando. Já os agentes, não sabemos se foram disponibilizados”, afirmou Fidel.

Ainda chocados pelo crime e indignados pela falta de resolutividade, os parentes continuam acreditando que a morte do prefeito tenha sido um crime planejado, o que só faz aumentar ainda mais a vontade de justiça. “Para a família tem sido angustiante. Ele não vai voltar, mas queremos saber quem fez tudo isso, porque foi um crime planejado e arquitetado. Se é verdade ou não a gente não sabe, só a polícia pode responder. Não só em nome da família, mas de todo Tocantins que quer saber: quem matou Moisés?”. Desabafou.

O Conexão Tocantins solicitou à SSP informações sobre o andamento das investigações, mas até o momento não obtivemos resposta.