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Polí­tica

Foto: Divulgação Carlos Gaguim afirma que durante seu governo a empresa do delator não venceu nenhuma licitação Carlos Gaguim afirma que durante seu governo a empresa do delator não venceu nenhuma licitação

Alvo da 6ª fase da Operação Ápia, realizada na manhã desta quarta-feira, 13, pela Polícia Federal em conjunto com a Procuradoria Geral da República, o deputado federal Carlos Gaguim (Podemos) defendeu-se por meio de nota enviada ao Conexão Tocantins.

A operação tem por objetivo cumprir 16 mandados de busca e apreensão e oito de intimação dos investigados mencionados em Acordo de Colaboração Premiada do empreiteiro Rossine Ayres Guimarães, homologado no Supremo Tribunal Federal. As investigações apuram crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro decorrentes de supostos pagamentos de propinas realizados pela empresa Construtora Rio Tocantins (CRT), de propriedade de Rossine.

Além do deputado Gaguim, também foi alvo da operação a primeira-dama do Estado e deputada federal, Dulce Miranda (PMDB). 

Segundo Carlos Gaguim, durante seu governo de setembro de 2009 a dezembro de 2010, a empresa do delator não venceu nenhuma licitação, inexistindo contratos novos firmados neste período com a mesma. O ex-governador afirma que as obras da empresa haviam sido licitadas e contratadas no governo anterior e não foram interrompidas, continuando o curso normal.

O ex-governador afirma que todas as doações feitas por Rossini e sua empresa durante as eleições de 2010, - quando concorreu à reeleição para o cargo de governador - não foram para a sua pessoa, mas sim direcionadas para o comitê financeiro único do PMDB. “Inclusive, eu nunca tive sequer acesso as contas do PMDB, que, ademais, foram aprovadas pela Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Tocantins”, justifica Gaguim em sua nota. 

Gaguim ainda afirma que refuta “as acusações infundadas e desconheço que o delator tenha repassado valores através de assessores, que seriam para a minha pessoa, não passando de deduções, lançadas sem qualquer conteúdo probatório, com o único intuito de denegrir minha imagem”, diz.

Confira abaixo a nota na íntegra do deputado federal e ex-governador Carlos Gaguim.

Nota de Esclarecimento

Venho, através desta Nota à Imprensa, Manifestar sobre a 6ª Fase da Operação Ápia, realizada nesta manhã, pela Policia Federal, onde minha pessoa foi citada pelo delator Rossine Aires, responsável pela empresa Vale do Lontra.

Esclareço que durante meu mandato no Governo do Estado (setembro de 2009 a dezembro de 2010), a empresa citada pelo delator não logrou êxito em vencer qualquer licitação, inexistindo contratos novos firmados neste período com a referida empresa. As obras da empresa em questão que já haviam sido licitadas e contratadas no governo anterior, não foram interrompidas, e continuaram com o curso normal.

Esclareço ainda que Todas as Doações feitas por este delator e/ou suas empresas, nas eleições de 2010, não foram para a minha pessoa, mas sim direcionadas para o Comitê Financeiro Único do PMDB, e/ou para o Diretório do PMDB. Inclusive, eu nunca tive sequer acesso as contas do PMDB, que, ademais, foram aprovadas pela Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Tocantins – TRE/TO. 

Por fim, refuto as acusações infundadas e desconheço que o delator tenha repassado valores através de assessores, que seriam para a minha pessoa, não passando de deduções, lançadas sem qualquer conteúdo probatório, com o único intuito de denegrir minha imagem.

Por todas essas denúncias infundadas reafirmo o meu repudio a qualquer manifestação caluniosa e sem provas contra minha pessoa, meramente por acordo de delação feita entre o investigado, seu defensor e o membro do Ministério Público, sem a participação do Magistrado, e com o único objetivo de livrar-se de alguma condenação pelos crimes supostamente praticados dos quais é alvo de investigações.

Neste sentido, com a certeza e a consciência de não ter praticado nenhum crime, acredito na justiça, e continuarei horando o povo do Tocantins com o meu trabalho que sempre foi pautado na honestidade, na legalidade, no respeito às pessoas e ao bem público.  Confio em Deus e que a verdade prevalecerá, pois mais uma vez tentam me incriminar sem provas.

Esclareço ainda que não fui conduzido coercitivamente, como está sendo propagado, pois agendei meu depoimento para as 10h, desta data, para prestar os esclarecimentos necessários à Polícia Federal, relacionados à investigação; ocasião em que me dirigi à Policia Federal em Brasília em meu próprio veículo.

Reafirmo que sempre estarei à disposição das autoridades para ulteriores esclarecimentos, depoimentos e que mais entenderem necessários. 

Brasília-DF, 13 de dezembro de 2017.

Deputado Carlos Henrique Gaguim (Podemos – TO)