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“Olá! Gostaria de conversar?” É assim que os voluntários do Centro de Valorização à Vida, o CVV, atendem as milhares de ligações realizadas por dia - 6 mil em média em todo o País. Criado em 1962 o CVV não tem fins lucrativos e é totalmente operado por voluntários que dedicam seu tempo à escutar e tentar ajudar pessoas que passam pelos mais diversos tipos de problemas.

O atendimento funciona como uma prevenção ao suicídio e desde o início desta semana a ligação para o número 188 passou a ser totalmente gratuita para todo o país graças a uma parceria com o Ministério da Saúde. Anteriormente a ligação gerava um pequeno custo, dependendo do estado do país de onde se originava a chamada.

Em 2017 o CVV recebeu cerca de 2 milhões de ligações em todo o País e este ano a expectativa é ultrapassar os 2,5 milhões de atendimentos.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 pessoas tiram a própria vida todos os dias no Brasil. Idosos e jovens são as pessoas mais vulneráveis. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 2011 e 2015 a taxa de suicídio entre pessoas com mais de 70 anos chegou a 8,9 a cada 100 mil habitantes no Brasil. Entre os jovens o suicídio representa a quarta maior causa de mortes entre a faixa etária de 15 a 29 anos no país.

Segundo a psicóloga Laura Campos, diversas situações e predisposições podem levar ao suicídio que, geralmente, está ligado a algum quadro de doença mental, como a depressão. “É Influenciado por vários aspectos, principalmente sociais e culturais, história de vida do indivíduo e predisposição genética. Com isso se dá o sofrimento emocional que pode levar o indivíduo ao suicídio", explicou a profissional.

O problema só piora com o preconceito social em torno do suicídio. Em geral as pessoas tratam o tema como tabu e evitam discutir o assunto. O preconceito e o julgamento impedem, muitas vezes, que um suicida em potencial procure ajuda. A conversa, seja pessoalmente com um amigo, ou mesmo pelo telefone, como no caso dos voluntários do CVV, pode ajudar a pessoa que passa por problemas a procurar ajuda.

Laura Campos orienta, entretanto, que o ideal é que estes pacientes sejam acompanhados por um profissional da área, o atendimento por telefone é apenas um paliativo, válido em momentos de desespero e impulsividade. “A pessoa está fragilizada, se for bem conduzida ela conseguirá pedir a ajuda que precisa em seu contexto”.

CVV

O número do CVV para quem precisa de ajuda é o 188. A entidade também oferece ajuda por atendimentos presenciais - nas cidades onde há voluntários - e também por chat no site na internet e E-mail. O endereço eletrônico do CVV é o https://www.cvv.org.br/.